MADEIRA Meteorologia

Quénia adia reabertura das escolas perante agravamento das inundações

Data de publicação
03 Maio 2024
17:58

O Presidente do Quénia, William Ruto, adiou a reabertura das escolas prevista para a próxima semana até nova ordem, devido à continuação das fortes chuvas e inundações que já mataram pelo menos 210 pessoas.

No discurso sobre o Estado da Nação, o Presidente disse que “os relatórios meteorológicos traçam um quadro terrível”, citando a possibilidade de o ciclone Hidaya atingir a costa do Quénia nos próximos dias.

O Quénia e vários outros países da África Oriental foram atingidos pelas inundações, com mais de 150.000 pessoas deslocadas a viver em campos de refugiados em todo o país.

Inicialmente, as escolas deveriam reabrir esta semana, mas o Ministério da Educação adiou a reabertura por uma semana. Algumas escolas continuam inundadas e outras foram danificadas. Além disso, algumas pessoas deslocadas têm estado a viver nos estabelecimentos de ensino enquanto o Governo se prepara para as realojar em campos de refugiados.

Entre os anúncios do Governo, está ainda a ordenação de evacuação dos locais perto de 178 barragens e reservatórios que estão cheios ou quase cheios.

Os níveis de água em duas grandes barragens hidroelétricas atingiram máximos históricos.

No episódio mais mortífero deste mau tempo, dezenas de pessoas morreram no domingo à noite quando uma barragem natural no centro do país rebentou sob o efeito da chuva acumulada.

De acordo com o Ministério do Interior, foram encontrados 52 corpos e 51 pessoas continuam desaparecidas perto de Mai Mahiu, no Vale do Rift, a cerca de 60 quilómetros da capital, Nairobi.

Além disso, cerca de uma centena de turistas ficaram retidos na quarta-feira, quando um rio da famosa reserva nacional de Masai Mara transbordou após fortes chuvas.

De acordo com o Ministério do Turismo, as equipas de salvamento conseguiram retirar 90 pessoas da reserva, onde 19 alojamentos ficaram inundados.

Também na semana passada, um barco virou no rio, que corre para o Oceano Índico, deixando sete pessoas mortas e outras 13 desaparecidas.

No mês passado, um autocarro de passageiros também foi arrastado de uma ponte ao longo do mesmo rio.

Perante a calamidade que o Quénia está a viver, o Governo tem sido acusado de uma resposta inadequada às inundações.

Na quinta-feira, a Human Rights Watch (HRW) criticou, também, o Governo queniano por este não ter agido a tempo nem respondido adequadamente às devastadoras inundações.

Vários outros países da África Oriental estão a enfrentar as consequências devastadoras das chuvas sazonais que foram multiplicadas por dez pelo El Niño.

Na Tanzânia, pelo menos 155 pessoas morreram em inundações ou deslizamentos de terras, e espera-se, agora, que o ciclone Hidaya atinja as zonas costeiras.

Centenas de pessoas foram também afetadas no Burundi, na Etiópia e na Somália.

O El Niño é um fenómeno climático natural geralmente associado ao aquecimento global, que provoca secas em algumas partes do mundo e chuvas fortes noutras.

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