Um polícia, de 52 anos, detido em dezembro na Venezuela por alegada traição à pátria, morreu no passado sábado, anunciou hoje um grupo de defesa dos direitos humanos, citado pela Agência Lusa.
O grupo, chamado ‘Comité de Famílias pela Liberdade dos Presos Políticos’, condenou, na rede social X, “a morte sob custódia do Estado de Edison José Torres Fernandez (...) 62 horas após o anúncio oficial das libertações”.
O agente do estado venezuelano de Portuguesa, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Caracas, tinha mais de 20 anos de serviço e foi capturado por ter “partilhado mensagens críticas ao regime e ao governador do estado”.
Após o anúncio da sua morte, está a circular nas redes sociais uma publicação que exige a explicação do motivo do falecimento.
“Ele morreu na Esquadra de Polícia nº 7, em Boleita, Estado de Miranda. Tinha 52 anos e era polícua no Estado de Portuguesa, com mais de 20 anos de serviço. Foi preso em 9 de dezembro de 2025, por motivos políticos, acusado de traição e conspiração. Exigimos a libertação imediata de todos os presos políticos”, lê-se.
Veja a publicação:
Desde 2014, segundo a Angência Lusa, 18 prisioneiros políticos morreram sob a custódia do Estado venezuelano, de acordo com organizações de defesa dos direitos humanos.