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Médio Oriente: Egito, Qatar e EUA apelam a cessar-fogo Israel-Hamas em Gaza

Data de publicação
01 Junho 2024
21:53

O Egito, o Qatar e os Estados Unidos apelaram hoje a Israel e ao grupo islamita Hamas para que finalizem um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza e de libertação de reféns israelitas e prisioneiros palestinianos.

“Como mediadores nas negociações em curso para garantir um cessar-fogo em Gaza e a libertação de reféns e detidos, o Qatar, os Estados Unidos e o Egito apelam conjuntamente ao Hamas e a Israel para que finalizem o acordo com os princípios delineados pelo Presidente dos EUA, Joe Biden”, afirma a declaração conjunta partilhada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar na sua conta na rede social X.

Os mediadores afirmaram que “estes princípios reúnem as exigências de todas as partes envolvidas no acordo que serve múltiplos interesses e trará alívio imediato tanto para a população de Gaza afetada como para os reféns afetados e as suas famílias”.

“Este acordo fornece um roteiro para um cessar-fogo permanente e o fim da crise”, conclui a nota citada pela agência de notícias espanhola EFE.

Os três países têm estado a mediar o conflito, pedindo aos dois lados para que honrem o acordo em três fases que foi anunciado por Joe Biden na sexta-feira.

Biden explicou que a primeira fase do acordo duraria seis semanas e incluiria um “cessar-fogo total e completo”, a retirada das forças israelitas das áreas povoadas da Faixa de Gaza e a libertação de reféns em posse do Hamas, incluindo os norte-americanos, mulheres, idosos e os feridos, em troca de centenas de prisioneiros palestinianos.

A assistência humanitária seria aumentada, com 600 camiões autorizados a entrar no enclave palestiniano todos os dias.

A segunda fase incluiria a libertação de todos os reféns vivos restantes e as forças israelitas abandonariam as suas posições em todo o território da Faixa de Gaza.

Por fim, a terceira fase exige o início de uma grande reconstrução da Faixa de Gaza, que enfrenta décadas de trabalhos devido à devastação causada pela guerra.

No entanto, as autoridades israelitas já vieram hoje reafirmar que não aceitarão um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza enquanto não forem cumpridos os objetivos que os levaram a desenvolver esta guerra, ou seja, a garantia da eliminação total das “capacidades militares e governamentais do Hamas” no enclave palestiniano.

Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza após um ataque mortífero do Hamas em 07 de outubro, no qual militantes palestinianos invadiram o sul do território israelita, mataram quase 1.200 pessoas, na maioria civis, e levaram cerca de 250 como reféns.

A operação israelita em grande escala de retaliação no enclave palestiniano já matou mais de 36 mil pessoas, na maioria também civis, de acordo com o governo local do Hamas, e deixou o território numa grave crise humanitária.

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