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Médio Oriente: Borrell admite envio de missão naval da UE para Chipre após advertências do Hezbollah

Data de publicação
21 Junho 2024
18:49

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, admitiu hoje a possibilidade de estabelecer uma missão naval europeia em Chipre para garantir a segurança do Estado-membro face à recente advertência do grupo xiita libanês Hezbollah.

“A situação na fronteira entre Israel e o Líbano é explosiva. Chipre também está ameaçado e o conflito também é visível no mar Vermelho, onde os navios de guerra europeus protegem as rotas comerciais marítimas dos ataques das milícias Huthis aliadas do Irão”, assinalou o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, numa referência à situação de tensão no Médio Oriente.

“Caso Chipre solicite apoio concreto da UE, tentaremos estabelecer aí uma missão naval para melhorar a situação de segurança no terreno”, acrescentou.

Esta semana, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, advertiu Nicósia que o país seria considerado uma parte beligerante do conflito caso permita a Israel utilizar as suas bases ou aeródromos no decurso de uma eventual guerra contra o Líbano.

“Chipre conta com todo o nosso apoio nesta situação”, afirmou Borrell, sem especificar a dimensão desse apoio e pedindo que seja evitada uma situação de “alarmismo”.

“Já apoiamos a Ucrânia com material militar, por que não Chipre?”, prosseguiu o alto representante da UE, ao ser questionado sobre a eventualidade de fornecer a Nicósia equipamentos de defesa antimíssil.

No entanto, considerou que de momento não será necessário disponibilizar este tipo de armamento.

“A situação é muito tensa mas não devemos exagerar com o alarmismo. Quanto o Hezbollah emite ameaças, não significa que tenhamos de deslocar baterias Patriot no dia seguinte”, frisou.

O conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza conduziu a um recrudescimento da violência na fronteira norte de Israel com o Líbano, onde as trocas de tiros entre o exército israelita e o movimento xiita libanês Hezbollah, um aliado do Hamas e pró-Irão, se intensificaram nas últimas semanas.

A escalada da retórica bélica entre os dois protagonistas fez aumentar ainda mais os receios de uma guerra em grande escala.

Borrell deslocou-se hoje à Áustria, onde foi galardoado com o prémio “Alois Mock” pelo seu contributo na projeção da UE.

Ao receber este prémio no evento “Fórum Europeu”, que decorreu no mosteiro de Gottweig, 80 quilómetros a oeste de Viena, o alto representante sublinhou a importância de fortalecer a unidade entre os países europeus.

“Nenhum país europeu pode enfrentar sozinho os desafios deste mundo, nem sequer o maior e mais poderoso. Sozinhos seriam irrelevantes para enfrentar os desafios do mundo”, considerou.

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