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Ataques israelitas em campos de deslocados provocam 25 mortos em Rafah

Data de publicação
21 Junho 2024
22:35

O Exército israelita bombardeou hoje campos de deslocados palestinianos na zona de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, com um balanço de pelo menos 25 mortos e 50 feridos, indicaram as autoridades e equipas de socorro locais.

Tratou-se do mais recente ataque mortal no pequeno enclave palestiniano, onde mais de 1,5 milhões de pessoas estão deslocadas desde 07 de outubro de 2023 devido ao conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas.

De acordo com Ahmed Radwan, porta-voz da Defesa civil em Rafah, testemunhas relataram às equipas de emergência que duas localidades foram bombardeadas, situadas numa zona costeira que estava repleta com tendas que acolhem os civis deslocados.

O Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, referiu-se a dezenas de mortos e feridos na sequência dos ataques.

A localização dos bombardeamentos ocorreu nos limites da designada “zona de segurança” imposta por Israel. Previamente, o Exército israelita já tinha atingido diversos locais junto à “zona humanitária” de Muwasi, uma região rural junto à costa mediterrânica onde nos últimos meses tem acolhido, em tendas, milhares de deslocados palestinianos, precisou a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).

Na cidade de Gaza, aviões israelitas também bombardearam uma residência de Beach Camp, a oeste da cidade, provocando 10 mortos e 17 feridos, que foram enviados para um hospital local.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Telavive lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que até ao momento provocou mais de 37 mil mortos e mais de 85 mil feridos, de acordo com as autoridades do enclave palestiniano, controladas pelo Hamas desde 2007.

Calcula-se ainda que 10 mil palestinianos permanecem soterrados nos escombros após cerca de oito meses de guerra.

O conflito causou também quase dois milhões de deslocados, mergulhando o enclave palestiniano sobrepovoado e pobre numa grave crise humanitária, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” que está a fazer vítimas - “o número mais elevado alguma vez registado” pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Também na Cisjordânia e em Jerusalém leste, ocupados por Israel, pelo menos 520 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas ou por ataques de colonos desde 07 de outubro.

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