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Irão: EUA aplicam mais sanções por violações de direitos humanos

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Data de publicação
22 Dezembro 2022
8:56

Washington impôs hoje mais sanções às autoridades iranianas devido ao seu apoio na repressão violenta das forças policiais aos protestos antigovernamentais no Irão.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que tem como alvo o procurador-geral do Irão, Mohammad Jafar Montazeri, dois comandantes seniores do Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e dois membros do Basij, um grupo paramilitar voluntário que frequentemente impõe regras rígidas sobre vestuário e conduta.

"Denunciamos a intensificação do uso de violência pelo regime iraniano contra o seu próprio povo que defende os seus direitos humanos", disse o Tesouro em comunicado, observando que Montazeri presidiu processos contra manifestantes, alguns dos quais foram executados ou condenados à morte.

O departamento identificou os comandantes do IRGC como Hassanzadeh, chefe das suas forças em Teerão, e Seyed Sadegh Hosseini, que comanda o Corpo de Beit-al Moghadas da província do Curdistão.

Os dois membros do Basij são o vice-coordenador do grupo, Hossein Maroufi, e o líder do ciberespaço, Moslem Moein, indicou.

O Tesouro disse também que está a penalizar a Imen Sanat Zaman Fara Company, uma empresa que produz viaturas blindadas e outros equipamentos para as forças de segurança.

As sanções congelam quaisquer ativos que os alvos possam ter nos Estados Unidos e impedem-nos de fazer negócios com os norte-americanos.

"Os Estados Unidos continuam a apoiar o povo do Irão perante essa repressão brutal, e estamos a reunir um crescente consenso internacional para responsabilizar o regime", disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

"Milhares de bravos iranianos arriscaram as suas vidas e a sua liberdade para protestar contra o longo histórico de opressão e violência do regime. (…) Pedimos novamente à liderança do Irão que cesse imediatamente a sua repressão violenta e ouça o seu povo", acrescentou.

Mais de 500 manifestantes morreram e mais de 18.000 foram presos, segundo a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, desde que começaram os protestos no Irão após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia da designada "polícia da moralidade".

Lusa

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