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África do Sul vai hoje a votos depois de campanha quente

A África do Sul realiza hoje as sétimas eleições gerais democráticas para eleger representantes para a Assembleia Nacional, assembleias provinciais e municipais, que podem ser consideradas sem qualquer pejo as mais complexas desde a incoação da democracia.

O momento é crítico, a revolução está sob ameaça e nada é mais importante do que assegurar a credibilidade dos resultados.

O povo sul africano está ciente de que votar é uma ferramenta poderosa de engajamento cívico, uma forma de afeiçoar o presente, construir um futuro melhor e também uma maneira de relembrar aqueles que sacrificaram as suas vidas na conquista e defesa da liberdade.

Após várias de semanas de barulho, fricção, hostilidades, insultos e opugnação durante a campanha eleitoral, seja qual for o resultado das eleições todos sairão mais fortes, resilientes e mais prósperos porque a África do Sul pode ser um dos países mais livres e democráticos do mundo e há que proteger a todo o custo essa liberdade, seja qual for o resultado.

Aconteça o que acontecer, o resultado será, indubitavelmente, um resultado histórico esperando-se que este dia 29 de maio corra de feição e não seja ensombrado com injustificada violência e derramamento de sangue ou até pela sabotagem do processo eleitoral ou pelo enfraquecimento da jovem democracia sul africana.

As eleições 2024 têm quatro opções principais, o ANC (Africano National Congress), o DA (Democratic Alliance) o EFF (Economic Freedom Fighters) e IFP (Inkhata Freedom Party), seguidos de uma pletora de pequenos partidos que desfrutam de um apoio entre os 1% e 2 % aproximadamente.

Recentemente juntou-se o MK (Partido uKkhinto we Sizwe) liderado por Jacob Zuma, ex-presidente da África do Sul.

O apoio a este recém formado partido ainda não foi testado, todavia, evidencia um grande potencial na província de Kwazulu-Natal, cujas pesquisas de opinião rondam os 8%, significando que em princípio a disputa se confina entre cinco a oito partidos, representando uma dispensa verdadeiramente multipartidária que permite uma série de opções para governo de coligações.

Tudo leva a crer que o partido governamental, o ANC, que retêm o poder há três décadas, corre o risco de perder a sua maioria parlamentar significando que pela primeira vez desde 1994, um governo de coligação nacional é uma possibilidade.

A acontecer - o que não é caso único - o ANC, junta-se aos partidos dominantes que no passado estiveram ou ainda estão no poder como na Índia, Suécia, Japão, Botswana, México, Namíbia e Zimbabué.

Esta mudança na África do Sul, começou a nível de governo local encetada no início em 2016.

De salientar que o domínio do ANC no espetro político da África do Sul se baseou no facto desde antes de 1990 ter desenvolvido um estatuto de movimento de libertação com aprovação a nível internacional a par de um estatuto elevado devido a ser o partido de Nelson Mandela que gozou de reconhecimento mundial mesmo muito tempo antes de ser eleito presidente da nação arco-íris.

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