O Município de Santa Cruz aprovou hoje um voto de protesto hoje aprovado com os votos a favor do JPP e do PS e com a abstenção do PSD na Assembleia Municipal, onde denuncia que o próximo ano letivo "arrancará mais pobre, por decisão unilateral da Secretaria de Educação".
A autarquia lembra "os encerramentos e fusões de escolas", o "abandono de equipamentos escolares em perfeitas condições de acolher novos projetos", ao ponto de já estarem a ser vandalizados.
"Já com efeito a partir do próximo ano letivo 2023/2024, 12 anos depois da sua abertura e de um caminho repleto de sucessos, o Curso Profissional de Técnico de Turismo da Escola Básica e Secundária de Santa Cruz vê o seu pedido para reiniciar um novo percurso de 3 anos não autorizado", diz ainda a autarquia, avançando que a Secretaria da Educação não ouviu o concelho.
"Graças à Secretaria Regional da Educação, numa decisão unilateral, sem ouvir as forças vivas do concelho, os cerca de 20 alunos pré-inscritos e que aguardavam a reabertura do curso, vêem-se empurrados para fora da sua escola e do seu concelho, e obrigados a repensar o seu futuro", declaram.
A Câmara Municipal de Santa Cruz realça ainda que o curso profissional de Técnico de Turismo "não só confere um certificado de qualificação profissional de nível III, permitindo o ingresso no mundo do trabalho, como também confere um diploma de conclusão do ensino secundário, o qual possibilita o acesso ao ensino superior, em conformidade com os requisitos previstos no regulamento de acesso ao ensino superior".
Em suma, Santa Cruz "não percebe" a decisão "de não autorizar a reabertura de novo Curso Profissional de Técnico de Turismo já com efeitos a partir do próximo ano letivo!", alertando para efeitos prejudiciais dessa decisão.
"Perdem os jovens, perde a Escola Básica e Secundária de Santa Cruz, perde o concelho de Santa Cruz!", remata o executivo camarário de Santa Cruz.
Daniel Faria