"Os profissionais de saúde apenas receberão o subsídio Covid-19 agora porque há eleições regionais em setembro. Caso contrário, muito provavelmente, o Governo Regional iria continuar sem cumprir a promessa que fez àqueles que se dedicaram de forma empenhada e abnegada ao combate a este grave problema de saúde que afetou também a Região". Estas foram as declarações de Sérgio Gonçalves em reação à notícia que dá conta de que o subsídio referente aos serviços prestados por estes profissionais durante o ano de 2021 serão pagos neste mês de setembro.
Sérgio Gonçalves entende que este reconhecimento "é mais do que justo", mas dá conta que o mesmo "já vem com um atraso de dois anos, o que é demonstrativo de um Governo que é muito lesto em prometer, mas lento em concretizar".
O líder socialista frisa que em vários momentos o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, "se comprometeu com este pagamento" e critica que "a sua efetivação tenha sido propositadamente adiada tanto tempo".
"Por várias vezes o Partido Socialista tem vindo a chamar a atenção para a necessidade de ser efetuado o pagamento em falta deste complemento, que tem vindo a ser reclamado - e com razão - pelos profissionais de saúde, mas o Governo ignorou constantemente aqueles que se sacrificaram durante a fase difícil de pandemia", refere o líder socialista, registando o facto de o subsídio ser atribuído.
"Este é apenas um dos muitos exemplos do oportunismo do Executivo do PSD-CDS, mas os madeirenses já não se deixam enganar com estas manobras que têm como único objetivo a manutenção do poder a qualquer custo", denunciou.
O presidente do PS-M aponta, a propósito, que a mesma atitude populista do Governo se verifica quando promove a integração de professores nos quadros somente em ano de eleições ou quando atribui de forma discricionária apoios através das Casas do Povo e das Instituições Particulares de Solidariedade Social.
Ademais, o candidato ataca o Governo Regional "por não ter cumprido uma série de promessas que fez à população", dando como exemplo as listas de espera na saúde.
"Em 2015, Miguel Albuquerque apontou como uma das suas prioridades a resolução deste problema, mas, passados oito anos, as listas de espera praticamente duplicaram e os madeirenses têm cada vez mais dificuldades em aceder aos cuidados de saúde", criticou Sérgio Gonçalves, lembrando também a "promessa não cumprida de garantir a cobertura a 100% de médico e enfermeiro de família".
Mónica Rodrigues