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Madeira com "aumento significativo" de internamentos devido a novas substâncias psicoativas

JM-Madeira

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Data de publicação
19 Outubro 2022
15:16

A Casa de Saúde São João de Deus, na Madeira, registou um "aumento significativo" dos internamentos devido ao consumo de novas substâncias psicoativas, disse hoje o diretor da instituição, indicando até junho deste ano já foram assistidas 110 pessoas.

"Os internamentos subiram particularmente com a pandemia [de covid-19]", afirmou Eduardo Lemos, referindo que, em 2021, foram sinalizados 233 utentes e, nos primeiros seis meses deste ano, outros 110, dos quais 50 nunca tinham estado em contacto com a casa de saúde, localizada no Funchal.

O responsável falava em audição na Comissão de Saúde e Assuntos Sociais do parlamento da Madeira, no âmbito da análise de um projeto de resolução, da autoria do PS, que recomenda ao Governo Regional (PSD/CDS-PP) a criação de uma comunidade terapêutica de reinserção social.

A Casa de Saúde São João de Deus, uma instituição que opera na região há 100 anos, deu parecer positivo à proposta do PS, o maior partido da oposição madeirense.

"Era bom uma estrutura nova, focalizada para a construção de um projeto psicoterapêutico e social, para o utente voltar à família e ao trabalho, com planos de recuperação projetados para seis, nove e 12 meses", disse Eduardo Lemos.

O diretor da casa de saúde sublinhou, no entanto, que essa estrutura deve separar o processo de tratamento, reabilitação e reinserção relativo ao alcoolismo do referente ao consumo de drogas.

"É comprometedor juntar as coisas. Da nossa experiência, podemos dizer que não corre bem", disse.

Eduardo Lemos referiu que a Casa de Saúde São João de Deus dispõe de uma unidade para tratamento do alcoolismo há 40 anos, com "altas taxas de eficácia" na reinserção, ao passo que, ao nível das drogas, particularmente as novas substâncias psicoativas, a experiência é menor.

O responsável disse, no entanto, que o consumo destas drogas afeta sobretudo pessoas com idade entre os 20 e os 40 anos, sendo que, nos jovens até aos 20 anos, a incidência é baixa.

Lusa

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