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Juventude Social Democrata quer habitação mais acessível

JM-Madeira

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Data de publicação
15 Junho 2023
15:44

O líder da JSD-Madeira reiterou, ontem, a importância de se procurarem soluções mais acessíveis na habitação, sendo este o principal fator da emancipação cada vez mais tardia dos jovens.

Foi numa iniciativa subordinada ao tema 'Desafios da habitação jovem', promovida pela Comissão Política Regional no concelho da Ribeira Brava, que Bruno Melim sublinhou que, em Portugal, os jovens saem de asa dos pais, em média, quase aos 35 anos.

"Isto para além de significar que são os jovens que saem mais tarde de casa em toda a europa, revela também, uma limitação significativa das aspirações dos jovens na realização de outros projetos, nomeadamente a paternidade que tem vindo, por diversos motivos, mas também por este, a ser adiada.", disse.

O secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas, que também foi orador na iniciativa, manifestou sensibilidade às diversas solicitações apresentadas pelos jovens revelando que no quadro das políticas públicas de Habitação assumidas pelo Governo Regional, existe uma "priorização dos mais jovens e da classe média" por forma a "corrigir algumas assimetrias provocadas pelo mercado".

Pedro Fino apontou como causa para a atual situação da habitação em Portugal, um conjunto de fatores assentes na "drástica redução da oferta em consequência da crise do subprime, a política de juros baixos assumida pelo BCE durante uma década, o contexto pandémico que transformou a visão sobre a habitação- levando a que as pessoas passassem a valorizar outras necessidades no que concerne à habitação-fomentando o aceleramento das transações comerciais e, ainda, o aumento dos custos das matérias-primas que se repercute no preço final da habitação."

O titular da pasta da Habitação na Madeira referiu ainda que no quadro dos programas em vigor, bem como, da nova iniciativa "casa própria" há um enquadramento específico para os jovens através de "majorações, prioridades e definição de critérios que permitam uma maior facilidade no acesso ao mercado da habitação" assumindo que uma política pública para a habitação "se faz com respeito pela propriedade privada, mas garantindo um acesso equitativo à habitação", contrariamente àquilo que se vê com o programa mais habitação na República.

Carla Ribeiro

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