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JPP: "Foi uma promoção à Black Friday"

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Data de publicação
29 Outubro 2023
12:01

Élvio Sousa, do Juntos pelo Povo (JPP), recordou hoje, em comunicado, o tema da renda dos portos da Região, sublinhando o facto de ser "evidente" que a "agenda governativa e noticiosa não deseja que se mexa no assunto." No entanto, o partido refere que "o Grupo Sousa só pagou 30 mil euros de renda do porto em cinco meses, quando devia ter pago 107 mil, até Agosto".

"Os ‘papelinhos’ doem", disse.

A este respeito, o deputado recordou a divulgação de um Estudo de Enquadramento jurídico para a exploração do Porto do Caniçal por parte do JPP, "encomendado" pelo atual secretário Eduardo Jesus, que refere que o atual operador deveria pagar à Região uma renda de cerca 4 milhões ao ano (3,8M), e não os 470 mil acordados recentemente entre o Governo e a empresa OPM, do Grupo Sousa.

"Foi uma promoção à ‘Black Friday’, referiu, acrescentando que "curiosamente, ninguém pegou nessa deixa. Os verdadeiros e autênticos ‘papelinhos’, muitos dos quais sacados por intimação judicial, que já de si mostra a tentativa deliberada de continuar a esconder. Será que está tudo controlado? Será que o verdadeiro Conselho de Redação reside entre a Quinta Vigia e a Avenida do Mar?".

"Pelos temíveis ‘papelinhos’ que temos em nossa posse, e disponíveis no site da Transparência ( https://juntospelopovo.pt/processo-portos/ ) verificamos que APRAM, que está debaixo da alçada de Rui Barreto, só faturou comprovadamente à OPM do Grupo Sousa apenas 30 mil euros em cinco meses. Quando devia ter faturado, pelo menos, 39 mil euros ao MÊS", acrescenta.

"Recordamos que, depois de noticiarmos que iriamos requerer a faturação, o Governo veio revelar que já havia recebido 85 mil euros relativamente às operações do Caniçal. Mas as contas mostram 30 557,04 (trinta mil quinhentos e cinquenta e sete mil euros). As contas não batem certo. Quem estará a mentir nesta história?", prossegue.

Considerando o anúncio governativo de uma renda anual de 470 mil euros (cujo contrato, também pode ser consultado no site), e pelas provas irrefutáveis, o Grupo Sousa só terá alegadamente pago em cinco meses cerca de 30 mil euros, quando feitas as contas, devia ter pago, ao mês, mais de 39 MIL EUROS. E quando de março até agosto devia ter pago 107 MIL EUROS, de um total de 470 mil anuais", conclui.

Mónica Rodrigues

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