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JPP repudia “destrato reiterado “aos profissionais de saúde

Carla Sousa

Jornalista

Data de publicação
30 Janeiro 2026
19:29

O grupo Parlamentar do JPP veio a público repudiar a situação vergonhosa e lamentável que se vive no Serviço de Urgência do Hospital Dr. Nélio Mendonça, que culminou com a entrega de pedidos de escusa de responsabilidade por parte de mais de 70 enfermeiros.

O JPP critica a “situação de exaustão e o destrato” a que o Serviço de Saúde da Região (SESARAM) tem vindo a submeter “de forma reiterada” os enfermeiros do Serviço de Urgência e manifestar “profunda solidariedade para com estes profissionais de saúde”.

“Um conjunto alargado de enfermeiros apresentou declarações de escusa de responsabilidade, para sua proteção e dos doentes, devido à falta de condições para assegurar cuidados de saúde em conformidade com as melhores práticas e a deontologia profissional, carência de recursos humanos e cansaço extremo devido ao recurso permanente a horas de trabalho suplementar”, explica o deputado do JPP, Alfredo Gouveia, que esta sexta-feira conversou com diversos profissionais de saúde.

O parlamentar descreve a situação como “lamentável” e acrescenta que o que se passa no Serviço de Urgência “é o espelho claro de um Serviço de Saúde sem planeamento, desorganizado, com uma gestão incompetente, com impacto direto na qualidade dos cuidados de saúde que são prestados à população, mas nem os próprios profissionais de saúde são poupados a tanto amadorismo”.

Alfredo Gouveia refere que para além da situação de “exaustão”, o SESARAM “ainda sujeita médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica a trabalho suplementar que está por pagar há três anos”.

“Uma vergonha, que mostra bem a ‘navegação à vista’ que vai na saúde”, sublinha o deputado. “E quando no Parlamento, órgão com responsabilidades na fiscalização do Governo a questão da dívida foi colocada pelo secretário-geral do JPP diretamente à secretária da Saúde, na passada quarta-feira, a resposta que deu revela a desconsideração pelos profissionais de saúde, ao afirmar que ‘não ia abordar o problema ali’”.

Alfredo Gouveia conclui com um apelo: “É altura deste Governo PDS/CDS governar e trabalhar, pagar o que deve tratar com respeito a reconhecida competência e entrega dos profissionais de saúde, abrir concursos para colmatar a falta de enfermeiros e médicos, assumir um compromisso sério com a valorização das carreiras”.

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