A Iniciativa Liberal manifestou satisfação com a reversão, na Assembleia da República, de algumas medidas introduzidas no Subsídio Social de Mobilidade, considerando que a decisão repõe maior justiça no acesso ao apoio destinado aos cidadãos das regiões autónomas.
Em comunicado, o partido destaca a correção de três aspetos que considerava problemáticos: a exigência de inexistência de dívidas ao Estado, a redução de 50% do apoio em viagens “one way” e parte da burocracia associada à nova plataforma.
Apesar disso, os liberais mostram apreensão quanto à eliminação dos tetos máximos de 400, 500 e 600 euros no apoio às viagens. O deputado Gonçalo Maia Camelo alerta que a medida pode incentivar a subida das tarifas e agravar a falta de concorrência no setor, reforçando a posição dominante de algumas companhias aéreas.
A IL Madeira aponta ainda como preocupação a manutenção do modelo que obriga os beneficiários a adiantar o custo total das viagens, defendendo que o Estado deve assumir diretamente essa responsabilidade e reduzir a dependência de intermediários.
O partido considera que, sem alterações estruturais, o atual sistema poderá contribuir para o aumento da fatura global da mobilidade e penalizar os residentes das regiões autónomas. A Iniciativa Liberal reafirma, por isso, a necessidade de uma reforma baseada em maior transparência, concorrência e sustentabilidade financeira, garantindo a mobilidade sem comprometer o equilíbrio do sistema.