Após duas votações, não há ainda presidente da Assembleia Regional da Madeira para a XIV Legislatura. E está já remarcada nova votação para as 11:30. Se ainda assim nenhum dos candidatos obtiver a maioria dos votos, a eleição fica adiada para a semana.
José Manuel Rodrigues e Sancha Campanella voltam a ser os candidatos à presidência do Parlamento.
Numa primeira votação, José Manuel Rodrigues ficou-se pelos 20 votos, com essa particularidade de não ter agregado os 21 que resultam da soma de PSD e CDS, pelo que um dos eleitos por estes partidos não votou no atual presidente.
Nessa mesma votação, Sancha Campanella, candidata proposta pelo PS, teve 22 votos, também com essa certeza de que recebeu dois fora do universo de PS e JPP, que à partida estão unidos nesta demanda de destronar PSD e CDS do poder, legislativo e governativo.
Somaram-se ainda quatro votos em branco e um nulo.
Na cronologia dos acontecimentos, conforme diz o regimento, seguiu-se, de imediato, uma segunda votação, em que José Manuel Rodrigues melhorou o seu pecúlio, mas ainda assim não chegou para ser eleito. Ou seja, subiu para 23 votos, mais três que na anterior, enquanto Sancha Campanella se manteve nos 22, enquanto os brancos baixaram para 2.
Diz o regimento que o passo que se segue, é a reabertura do processo, que pode, então, abrir espaços para a presentação de outros candidatos, ou não.
José Manuel Rodrigues, (ainda) presidente da ALRAM, que aparentemente defendia uma terceira tentativa de imediato, contestada por Nuno Morna (IL) convocou então uma reunião de representantes de para definir o passo seguinte e o timing.
À espera está o XV Governo Regional, com tomada de posse alinhavada para as 16h00 desta quinta-feira, mas sem presidente de Mesa eleito, a cerimónia terá de ser adiada.
Quanto à câmara de deputados, essa está já instalada, com algumas alterações me relação à lista eleitos, por via de incompatibilidades de cargo que obrigam à suspensão de mandatos. Estão nesses casos, n o PSD, Miguel Albuquerque, Rui Abreu, Carlos Teles, Ricardo Nascimento e José António Garcês, fazendo avançar na lista Nuno Maciel, Gabriel Pereira, André Pão, Carlos Fernandes e Marina Bazenga, sucessivamente.
Na bancada do PS essa incompatibilidade é relativa a Ricardo Franco, Sara Cerdas e Emanuel Câmara, tendo então tomado posse Jacinto Serrão, Rui Caetano e Patrícia Agrela.
Também o JPP teve de prescindir de Filipe Sousa, avançando Carlos Silva, enquanto Lina Pereira, em licença de maternidade, é substituída no imediato por Alfredo Gouveia.
Chega, CDS, IL e PAN não mexeram nas listas.