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Cafôfo diz que PSD e Chega estão a “atirar areia para os olhos” e justifica com dados da execução orçamental

Data de publicação
24 Junho 2024
20:28

O presidente do PS-Madeira acusou, hoje, o PSD e o Chega de estarem a “atirar areia para os olhos dos madeirenses”, denunciando o recurso à “vitimização” que está a ser feito pelo PSD e por Miguel Albuquerque, bem como o “caos e o populismo” que estão a ser lançados pelo Chega.

“A Madeira está a viver com o orçamento de 2023 e poderia já ter o orçamento de 2024, mas isso não foi uma realidade porque se tentou, dessa forma, pressionar o Presidente da República a não dissolver a Assembleia Regional, para não haver eleições antecipadas”, clarificou, aludindo ao início da crise política em fevereiro.

Em conferência de imprensa, o líder socialista denunciou a “chantagem e a tentativa de autossabotagem” que está a ser feita pelo PSD e pelo Governo Regional com as notícias que dão conta da não adjudicação de obras e cancelamento de eventos, tudo com vista a criar o “medo” e daí retirar dividendos político-partidários. Avisou, por isso, que o PS “não admite que se brinque com a vida dos madeirenses, nem que se esteja a mentir ou a criar factos para dizer que a Madeira poderá não ter um orçamento para 2024 aprovado”.

Cafôfo citou os dados do boletim de execução orçamental, até ao final do mês de abril, que revelam que, mesmo em duodécimos, a despesa corrente aumentou 32 milhões de euros e a despesa efetiva consolidada cresceu 20 milhões de euros, comparativamente ao mesmo período do ano passado.

“Os dados do próprio Governo demonstram que, mesmo não havendo um orçamento de 2024, gastou-se mais este ano do que o Governo do mesmo partido, com o mesmo presidente, em igual período de 2023, em circunstâncias normais”, especificou Paulo Cafôfo, dando conta também que a receita efetiva aumentou 106 milhões de euros.

“Do ponto de vista financeiro, não há aqui qualquer problema. O facto de estarmos a ser governados com o orçamento de 2023, por única e exclusiva responsabilidade de Miguel Albuquerque e do PSD, não inviabiliza que tenhamos mais despesa e mais receita”, afirmou, frisando que o executivo e o PSD estão a atirar areia para os olhos dos madeirenses.

As críticas dos socialistas estendem-se ao Chega, que recorre às “fintas”, “diz e desdiz” e “alimenta-se do caos”. “À entrada para uma reunião dizem uma coisa e à saída da mesma reunião já dizem outra”, com o objetivo claro de alimentar o populismo, sustentou o líder do PS-Madeira.

Paulo Cafôfo recordou também que Miguel Albuquerque garantiu que tinha condições para ser indigitado como presidente do Governo e para aprovar a moção de confiança no Parlamento, e que Miguel Castro disse publicamente que não seria pelo Chega que não teríamos um Governo Regional.

Perante todos estes acontecimentos, considerou que “o PSD e o Chega são farinha do mesmo saco” e “estão a prejudicar a Madeira com estes jogos políticos”, ao passo que o PS tem adotado uma postura de seriedade e responsabilidade.

Cafôfo disse ainda que as negociações promovidas com os partidos “servem para reforçar a vitimização de Miguel Albuquerque, que está entrincheirado, e para reforçar a política do caos e populista do Chega”. “O PS sempre disse, desde a primeira hora, que não tem confiança no PSD e em Miguel Albuquerque e, portanto, não vamos estar a mudar a nossa posição, quando, convictamente, achamos que não devemos contribuir para esta novela de má qualidade”, rematou.

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