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BE pede valorização salarial dos madeirenses

JM-Madeira

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Data de publicação
24 Junho 2023
14:41

Os candidatos do Bloco de Esquerda à Assembleia Legislativa da Madeira estiveram hoje, na baixa do Funchal, junto ao Mercado dos Lavradores, numa iniciativa política que procurou ouvir os madeirenses e dar a conhecer as suas revindicações.

"Durante esta manhã foram muitas as pessoas que nos abordaram para nos darem o seu apoio, nas eleições que se avizinham, pedindo que sejamos seus porta-vozes na resolução dos problemas graves com que se confrontam. Desde logo, percebemos que existem muitos madeirenses que, fruto da crise severa que enfrentamos, começam a não conseguir pagar o crédito à habitação, ponderando entregar as casas aos bancos. Muitas pessoas existem que, vivendo em casa arrendada se vêm a braços com a denúncia dos contratos de arrendamento, por parte dos senhorios, tendo que abandonar a habitação em que vivem nos próximos meses. O BE considera que as medidas de apoio avançadas pelo governo regional e nacional, não resolvem os problemas destas pessoas. Também na Madeira esta é uma situação que deve merecer a melhor atenção dos órgãos de governo próprio desta Região. Não basta Miguel Albuquerque vir dizer que existirá a construção de habitações a custos controlados, se teima em manter a vontade de reforçar os vistos gold. Com esta teimosia o presidente do governo ajudará a agravar uma situação, já difícil. Continuarão os milionários estrangeiros a comprar a apartamentos a meio milhão de euros, impedindo que os madeirenses consigam adquirir a sua própria habitação. É preciso fazer algo pois existe tanta cada sem gente e tanta gente sem casa", referiu Roberto Almada, candidato do BE ao Parlamento Madeirense.

As baixas contribuições salariais e os bens primários a preços "incomportáveis" foram também temática na iniciativa política desta manhã.

"Por outro lado, temos salários baixos e os bens essenciais a preços incomportáveis. Precisamos de valorizar os salários dos madeirenses, com um subsídio de insularidade de 5% para todos os trabalhadores dos sectores públicos e privados. Além disso, é necessário que o Governo Regional reestruture e valorize salarialmente as restantes carreiras da administração pública, conforme fez com algumas carreiras específicas, descongelando todo o tempo de serviço de todos os funcionários públicos e agilizando as progressões nas carreiras com a alteração ao diploma regional que adaptou à Região o Sistema de Avaliação de desempenho da Administração Pública (SIADAP", considerou.

Mónica Rodrigues

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