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ADN “não se curva ao lobby LGBTQIA+”

Data de publicação
17 Maio 2024
14:22

O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) posicionou-se hoje de “forma clara e contundente” contra o movimento LGBTQIA+.

“Nós apresentamo-nos como uma força política que não se verga às demandas e pressões do que chamamos de ‘lobby LGBT’, adotando uma linha conservadora e tradicionalista nos nossos princípios e ações”, começou por referir Miguel Pita, cabeça-de-lista às legislativas regionais.

Partindo da ideologia que a “defesa dos valores tradicionais da família e da moralidade são pilares fundamentais”, o candidato diz que a promoção dos direitos LGBTQIA+ representam uma “ameaça” e, portanto, o partido opõe-se a iniciativas que “visem a ampliação de direitos ou reconhecimento de pautas relacionadas a essa comunidade”.

“Esta postura inclui a resistência a legislações sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo, adoção por casais homoafetivos, e políticas educacionais que discutam género e sexualidade nas escolas”, explicou Miguel Pita.

“Recentemente, todos os partidos com assento parlamentar votaram a favor de um voto de saudação à organização do Madeira Pride, mostrando assim qual o seu alinhamento em relação à matéria. Para nós, essa unanimidade parlamentar é um sinal claro de que há uma conivência generalizada comum a agenda que consideramos contrária aos valores tradicionais da sociedade madeirense”, afirmou.

Miguel Pita teceu ainda críticas aos apoios financeiros atribuídos pela Câmara Municipal do Funchal e Governo Regional a instituições e eventos relacionados ao movimento. Em contrapartida, o cabeça-de-lista entende que esses recursos públicos deveriam ser canalizados às áreas que considera serem “mais urgentes” e “essenciais”, mormente a saúde, educação e a segurança.

Ao invés de apoiar causas que promovem, na visão do partido, “divisões sociais e morais”, o candidato diz ser importante “proteger a sociedade de influências nocivas”. Deste modo, o ADN defende que o espaço público deve ser “reservado para a promoção de valores que reflitam aquilo a que chamam de ‘moralidade natural’”.

“Esta posição atrai apoiantes que partilham destas preocupações e que se sentem representados por um partido que promete resistir ao que percebem como uma imposição cultural e ideológica. Para esses eleitores, apresentamo-nos como um bastião de defesa dos valores que consideram fundamentais para a coesão social e o futuro da nação”, acrescenta.

No entanto, Miguel Pita reconhece que tal postura gera de igual modo “fortes críticas e controvérsias”.

Grupos de direitos humanos e organizações de defesa da diversidade acusam-nos de promover a discriminação e a intolerância, e alertam para os perigos de um discurso que pode legitimar a violência e a exclusão de pessoas LGBTQIA+. Em resposta, mantemos o nosso compromisso com a liberdade de expressão e de crença, argumentando que a nossa posição é uma defesa legítima dos valores tradicionais contra a imposição de uma agenda que consideramos radical e destrutiva”, apontou.

Em resumo, o ADN posiciona-se como o partido que não se curva ao ‘lobby LGBT’, “defendendo com firmeza uma visão de sociedade baseada em valores tradicionais e oposta às demandas e reivindicações da comunidade”.

“Esta postura, embora controversa, define a nossa identidade e atrai um segmento específico do eleitorado que se sente representado por esta agenda conservadora. A crítica ao apoio financeiro de órgãos públicos a eventos e instituições LGBTQIA+ reforça ainda mais a nossa posição de resistência a qualquer forma de endosso institucional a essas causas”, rematou.

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