Coube a Pedro Ramos a defesa inicial do Governo Regional no debate potestativo requerido pelo grupo parlamentar do JPP.
Após a explanação feita por Élvio Sousa, o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, garantiu estar “aqui para esclarecer, serenar a população e contrariar a mensagem passada por outros, sem veracidade nenhuma. A população merece saber a verdades e, mais uma vez, alerto que a verdade não precisa de testemunhas, ao contrário da mentira, que precisa de testemunhas”.
“Os incêndios na Madeira não tiveram mortes, nem habitações ou infraestruturas importantes atingidas”, destacou Pedro Ramos diversas vezes ao longo da sua alocução, assegurando que “seremos sempre transparentes e transmitiremos a verdade”.
Ressalvou que “não se pode colocar em dúvida aquilo que eventualmente não está gravado, que não é da nossa competência” frisando que “temos dificuldades em aceitar alguns comentários, desde então”.
Aludiu a discussões em Lisboa “de gente que não sabe do que está a falar” e lembrou os níveis de adversidades atmosféricas, “nomeadamente a intensidade do vento”, suportado pelos dados oficiais, e neste cenário, “associaram-se as temperaturas elevadas, constituindo a tempestade perfeita”.
Se compararmos com outros incêndios, “não compreendemos a polémica nem o aproveitamento político”, “mais uma vez viram uma oportunidade para atacar o Governo Regional”.
Recordou outros incêndios que no passado foram apagados sem o apoio de meios aéreos adicionais e também que “ainda estamos à espera da disponibilidade por nós revelada para enviar um contingente para o Continente, aquando dos incêndios ali registados em setembro. Nem recebemos resposta. Quer dizer que recusaram a nossa ajuda”, questionou Pedro Ramos.