Pobreza: a Madeira continua na cauda do país

Na passada sexta-feira, foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, os dados mais recentes relativamente à pobreza em Portugal. Da análise ao documento, é facilmente percetível que a Madeira continua a ser a região com a mais elevada taxa de risco de pobreza de todo o país.

Em estado de negação, Miguel Albuquerque tenta fintar os números oficiais e cria uma narrativa para concluir que os mesmos não correspondem à verdade, o inacreditável malabarismo a que já nos habituaram as vastas equipas de comunicação do Governo Regional, na tentativa de ludibriar os Madeirenses. A fórmula é sempre a mesma, fazer crer que vivemos no paraíso e que ninguém é capaz de fazer mais nem melhor.

Apesar desta propaganda do Governo Regional, que usa e abusa do direito de antena que tem para criar narrativas engomadas a rigor para afagar os Madeirenses e Porto-Santenses, a realidade é completamente diferente. 

O que é facilmente verificável é a falta de oportunidades para quem cá vive, que empurra os jovens para fora por não conseguirem ter condições para uma vida digna, história ouvida vezes sem conta e repetida recentemente nos testemunhos de vários jovens ao JM do último dia 15, embora haja, no PSD, quem tente insultar a inteligência da nossa população ao dizer que são os jovens que escolhem sair para ganharem experiência internacional.

Mas a crueza dos números do INE é perfeitamente percetível na rua, é indisfarçável, por muito que tentem esconder com renovadas promessas do que não souberam fazer. Por muito que neguem, a Madeira registou a pior taxa de risco de pobreza e exclusão social do país, uns exorbitantes 25,9% da população regional, valor amplamente superior à média nacional de 16,4%. Num ano em que a pandemia serviu como desculpa para tudo, assistiu-se em Portugal a uma diminuição generalizada da pobreza, enquanto a Madeira, que não se cansou de gabar do seu desempenho, permaneceu em contraciclo com um aumento da pobreza de 1,7%.

Como se isso não bastasse, até o Coeficiente de Gini, tão utilizado pelo Governo Regional para tentar contrariar os números da pobreza, já não servirá mais de bengala. A Madeira passa, neste indicador, a ter o segundo pior registo do país, apenas à frente dos Açores. Ou seja, as desigualdades diminuíram na generalidade do continente português, mas aumentam na Madeira e Açores, curiosamente ou não, as duas regiões do país governadas pelo PSD.

Estes são os resultados de um Governo Regional que, ao invés de governar para a melhoria de condições de vida dos Madeirenses e Porto-Santenses, governa-se a si próprio.

Os governos PSD, agora com CDS, gastam anualmente milhões de euros focados única e exclusivamente no objetivo de se perpetuar no poder, de forma a garantir que os seus grupos económicos continuem a proliferar e concentrados em difundir narrativas que procuram confundir e enganar a população que governam.

O PS-Madeira tem apontado o caminho, tem alertado atempadamente para os problemas que, independentemente da gravidade, têm solução!

Com o dedo apontado a Lisboa, PSD e CDS procuram, com a estratégia do inimigo externo, descredibilizar o PS, que é a única alternativa à governação regional. O que se tem paulatinamente verificado é que o PS-Madeira tem razão e tal é demonstrado pelos dados concretos que surgem sobre as várias áreas de atuação deste Governo Regional.

Chegados a 2023, faço votos de que este seja um bom ano para todos e que seja também o ano em que possamos assistir a uma mudança política na Região.