MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

13/11/2021 08:01

Os problemas ou se mantêm ou se agudizam. Os preços exorbitantes, as tarifas desconcertadas e desconcertantes ou o abandono do Porto Santo no próximo inverno IATA são algumas das questões que precisam de ser esmiuçadas.

Não é um problema de agora. Embora detida em mais de 90% pelo Estado e, portanto, tendo responsabilidades acrescidas no que concerne à obrigação de prestar serviço público, não existe qualquer pudor em olhar para as ligações aéreas para a Madeira com uma visão puramente económica.

Foi, aliás, a própria Presidente da Comissão Executiva da TAP que, numa audição na Assembleia da República, admitiu que a ligação ao Porto Santo não seria possível porque uma avaliação concluiu que esta não seria sustentável do ponto de vista financeiro.

Por estes dias, qualquer simulação de voos entre a nossa Região Autónoma e território continental, para dezembro, mostram preços especulativos, a diminuição da oferta ou, ainda, lugares em executiva mais baratos do que em tarifa económica.

A TAP não tem um pingo de vergonha.

A Madeira, sendo parte integrante do território português, deve ver salvaguardado o seu interesse público relativamente à continuidade territorial que urge e deve a sua população ter disponível um serviço adequado à sua condição de insularidade. A nossa Região não é nem pode ser vista como um qualquer outro destino europeu ou internacional, regido por uma estratégia puramente comercial.

A TAP não demonstra ter um pingo de vergonha mas o Estado também não.

Detentor da TAP, usou as regiões autónomas, a diáspora e a continuidade territorial como desculpas para ter a maioria do capital. Obrigações públicas consideradas desideratos nacionais apenas quando deu jeito ao Governo da República mas que, hoje, não passam, como está aos olhos de todos, de desculpas vãs e bem mais baratas do que voar nesta transportadora.

Depois de milhões de euros injetados, pagos por todos nós, após a nomeação de quase uma dezena de novos administradores e com um plano de reestruturação à porta, é mais do que tempo de sermos tratados, pela TAP e, acima de tudo, pelo Estado como gente. Gente como eles, cidadãos de primeira, também portugueses.

É mais do que hora de respeitar e implementar verdadeiras normas de serviço público e de acautelar o princípio da continuidade territorial. Basta de abusos, basta de prejudicar a mobilidade dos madeirenses, basta de travar a competitividade do destino.

A Madeira também é Portugal.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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