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Artigo de Opinião

16/10/2021 08:01

Que gente, perguntará? "Uma gente que à menor questão ilude os problemas argumentando que foi tudo um equívoco ou um mal-entendido, gesto que em si mesmo é uma forma matreira de transferir o ónus da questão para os outros: os que não percebem (…) os maus entendedores".

E, portanto, nós - "os maus entendedores" - levamos com este pessoal que, desde o retângulo, anula ações através de enganos. Ou mal-entendidos, vá.

Eis que, aqui chegados, entra-nos, pela vida fora, o próximo Orçamento do Estado. Verdade seja que todos parecem saber tudo sobre o dito cujo quando se aproxima a sua discussão, mas, paciência, aqui vamos em mais uma voltinha.

Então, comecemos por lembrar que o líder "desta estirpe de gente" que governa (governa?) o país, havia assentado as suas prioridades em: "primeiro, controlar a pandemia, recuperar o país e construir o futuro". E, nessa senda, apresentou agora (numa entrega à rasquinha), um orçamento que, pasme-se… não vai, na realidade, mudar a nossa economia, nem a cultura, nem a saúde, nem a educação e ainda corta verbas à nossa Região. Ou então entendemos todos mal. Oh, "maus entendedores"…

Um orçamento que tem de passar mas que, Deus os livre, não deverá contar com acordos com o PSD. Até porque, disse-o Costa, aquintrodia, "no dia em que a subsistência deste Governo depender de um acordo com o PSD, nesse dia este Governo acabou". Democrático, empático e responsável (só que não!). (Faz-nos lembrar as discussões dos orçamentos municipais, no Funchal, em que havia tudo, tudo menos humildade democrática da parte daquela gente que nos governava (?). Tudo acaba…).

Mas, recordemos, que o mesmo Costa apelou à responsabilidade de todos e deixou, em tempos, o recado de que "quem não quer assumir responsabilidades deve dedicar-se a outra atividade. A atividade política é uma atividade de assunção de responsabilidades." Oh, "maus entendedores"…

E para a Madeira, com estranha responsabilidade, eis que chega mais uma prenda - mais um Orçamento socialista que nos penaliza, castiga e menospreza.

Pretende o Estado retirar-nos milhões de euros, mesmo num período em que, efetivamente e a olhos vistos, estamos a recuperar a Região e a (re)construir o futuro.

Continua o Estado a não cumprir com o ferry, a desprezar as questões relacionadas com os subsistemas de saúde, a embrulhar a questão do novo hospital à sua maneira, a não dar a devida atenção e financiamento à Universidade da Madeira ou, entre tantos outros possíveis exemplos, a chutar para canto a nossa mobilidade, mesmo quando o intuito é injetar milhões de euros na TAP.

Nem mesmo a revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas parece ter um fim próximo porque, ouviu-se da boca dos socialistas, não é prioridade.

Os anos passam e nunca nada é prioridade para a Madeira. Sabemos, infelizmente, que, de lá, desta "estirpe de gente" que está à frente do País, pouco virá. Mas não nos calarão porque até ao lavar dos cestos, é vindima.

Podemos até ser "maus entendedores", mas, na verdade, para certos orçamentos, meia palavra basta.

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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