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Artigo de Opinião

Bispo Emérito do Funchal

9/06/2024 06:00

Os israelitas ao chegarem do Egito, conduzidos por Moisés, estiveram sempre relacionados com povos de raça semita e não semita que prestavam culto a um número muito alto de deuses e deusas. Estes povos exprimiam as convenções religiosas por histórias inverosímeis e inventadas. Os fenómenos da natureza tinham uma explicação religiosa que dependiam da vontade dos deuses que regiam o destino do mundo e dos povos.

Como dependiam dos deuses, deviam prestar-lhes culto nos vários santuários a eles dedicados, para obterem os seus favores e afastarem os seus castigos. Este culto, por vezes, era degradante e até cruel, com o sacrifício de crianças e seres vivos e prostituição sagrada.

Uma das cidades maiores e mais ricas era Babilónia, com santuários aos seus deuses, cidade para onde foram levados como cativos os hebreus, no tempo de Nabucodonosor. Cada uma das ruas tinha um o nome de um deus, sendo Marduk o principal, o deus sol era Semash com uma avenida, a deusa lua tinha a rua de Sin, o deus do mundo era Enlil.

Numa inscrição encontrada nas ruas da cidade, esta tinha 53 templos em honra dos grandes deuses, 55 capelas a Marduk, 300 capelas para os deuses da terra, 699 para os deuses celestiais, 180 para a deusa Istar, 186 para os deuses Nergal e Adad, 12 altares para os outros deuses.

As deusas da fertilidade, Istar e Afrodite, tinham como culto atos de prostituição com sacerdotisas, realizados nos seus templos. O historiador grego Heródoto, do século V a. C. escreveu, sobre o feio costume dos babilónios, que toda a mulher do país deveria ir ao templo de Afrodite, para entregar-se uma vez na vida a um desconhecido e depois regressar a sua casa. As mulheres belas e atraentes saiam dali depressa, as que não eram atraentes, por não terem quem as desejassem, tinham de esperar três a quatro anos para cumprir a lei.

Os hebreus ao chegarem do Egito, instalaram-se em Canaã, na Palestina, contactaram com os cananeus e os estados vizinhos, perigo constante para com o seu “único Deus”. Neste país adorava-se o deus Baal e acima dele estava o deus El com sua esposa Achera, nomes referidos no livro dos Juízes (Ju.3,7 e 1Reis 15, 13). Em Canaã adorava-se os deuses da fertilidade e da guerra, com selvajaria e crueldade. Todos estes cultos exerciam influência sobre os israelitas que, só com dificuldade resistiam à sedução.

No livro dos juízes o autor inspirado escreve: “Os filhos de Israel fizeram de novo o mal ao Senhor, servindo aos deuses Baal e Astros”. Deus, porém, enviou sempre guias espirituais ao seu povo, de tal forma que o povo hebreu foi “uma luz para todos os outros povos.”

O Deus que adorou Abraão, Isaque e Jacob é único, junto d’Ele não há um panteão de deuses. Ele exige dos seus filhos uma veneração que exclui qualquer outro deus, a casa de Jacob tem de desfazer-se dos deuses estrangeiros que trouxeram de além do rio Eufrates. O Deus de Abraão tem relações especiais com a terra de Canaã, onde Ele se manifestou que será a herança do seu povo. As promessas foram objeto de uma Aliança com Abraão, Isaque e Jacob. No plano de Deus esta Aliança é perpétua e Israel deve obedecer com fé obediente, da qual Abraão deu um exemplo heroico.

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