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Artigo de Opinião

Economista

16/05/2024 08:00

A caminho das próximas Eleições Legislativa Regionais, que se realizam já no próximo dia 26 de Maio, os Madeirenses e Porto-Santenses serão chamados a escolher a próxima Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM), da qual resultará o XV Governo Regional, a caminho dos cinquenta anos de Autonomia Político-Administrativa. Importa por isso lembrar quem nunca esteve ao lado da Autonomia da Madeira.

Em primeiro lugar o PCP, pelas mais variadas posições que teve ao longo da história da Madeira e de Portugal, mas sobretudo por ser um partido que nunca respeitou a Democracia. Recorde-se a célebre frase de Álvaro Cunhal: “Nós, comunistas, não aceitamos o jogo das eleições”. Um partido que não respeita a democracia, jamais respeitará a Autonomia da Madeira.

Ao “saco” dos comunistas junta-se o Bloco de Esquerda, um partido mais preocupado com a independência da Catalunha e da Palestina do que com o aprofundamento da Autonomia da Madeira.

Porém, quem nunca esteve do lado da Autonomia foi o Partido Socialista, hoje liderado por Paulo Cafôfo (até é de admirar as promessas eleitorais que faz relativamente ao CINM durante a campanha para estas Eleições Legislativa Regionais!), senão vejamos:

1. O PS (juntamente com o PCP), na Assembleia Constituinte, rejeitou o projecto constitucional de Autonomia Política para os Açores e para a Madeira. No passado, tal como hoje, preferem a independência da Palestina e da Catalunha à Autonomia da Madeira!

2. O PS deu o seu apoio à Junta Governativa, antes das primeiras eleições regionais em 1976, preferindo dar aval às antigas estruturas governativas colonialistas do que se assumir como um partido Autonomista.

3. O I Governo Constitucional, minoritário e liderado pelo PS, fez questão de negar um Estatuto Político-Administrativo definitivo à RAM e em plena crise económica que assolava o país tentou aumentar os fretes marítimos com efeitos paralisantes na economia da Região. Silêncio do PS-Madeira.

4. O PS absteve-se no voto de protesto da ALRAM a propósito da violação dos Direitos Humanos na antiga Checoslováquia, quando se diz eterno defensor dos mesmos.

5. O PS absteve-se (juntamente com o CDS) no voto de protesto da ALRAM a propósito da tentativa de agressão, aquando da cerimónia de crismas em Machico, contra o então Bispo D. Francisco de Santana, decorria o ano de 1977. O mesmo partido que sempre se diz defensor da liberdade religiosa e do diálogo ecuménico.

6. Recorde-se que foi o ministro socialista Filipe Madeira que afirmou que a RAM “não precisa de porto franco”, preconizando a histórica negligência e desinteresse do PS face à importância do CINM, hoje pilar fundamental da economia regional.

7. O PS juntamente com a UDP (precursora do BE) avançaram no passado com votos de protesto contra a PSP por esta simplesmente fazer o seu trabalho de reposição da ordem pública.

8. O PS juntamente com a UDP (precursora do BE) absteve-se no voto de protesto da ALRAM que pedia uma resolução para o problema do aeroporto da Madeira, por parte da República, aquando do trágico acidente do voo TP425 de 1977.

Muitos outros exemplos poderiam ser dados de como o PS-Madeira foi e continua a ser uma ameaça contra a Autonomia Político-Administrativa da RAM. Importa por isso que no próximo dia 26 de Maio se evite o passado e se vote em verdadeiros Autonomistas, com provas dadas na defesa dos superiores interesses da RAM, do seu desenvolvimento sócio-económico e do aprofundamento dos poderes legislativos face à República, e sobretudo com promessas exequíveis que não onerem os bolsos dos contribuintes residentes nesta ultraperiferia!

“Tende cuidado com os falsos profetas, que vêm ter convosco com pele de ovelha, mas, por dentro, são lobos vorazes. Pelos seus frutos os reconhecereis.” (Mateus 7:15-16)

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