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Mau tempo: Novo programa do Turismo de Portugal assegura alojamento de emergência

Data de publicação
10 Fevereiro 2026
15:27

O Turismo de Portugal anunciou hoje um novo programa de alojamento de emergência em estabelecimentos turísticos para as populações afetadas pela depressão Kristin, visando responder às necessidades imediatas de habitação nos 69 concelhos incluídos no estado de calamidade.

Denominado “O Turismo acolhe”, o programa tem como beneficiários pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal.

Dirige-se ainda a trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos de reconstrução nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades.

“Assente na capacidade instalada do setor do turismo e no seu papel enquanto fator de coesão económica e social, o programa mobiliza entidades exploradoras de empreendimentos turísticos e de alojamento local para disponibilizarem unidades de alojamento, em regime temporário e excecional, com apoio financeiro assegurado pelo Turismo de Portugal”, avança a entidade em comunicado.

Segundo ressalva, a adesão dos estabelecimentos turísticos é voluntária e constitui condição necessária para a integração das respetivas unidades nesta resposta de emergência.

A gestão integral do programa - que vigora até 28 de fevereiro, mas pode ser prorrogado em função da evolução da situação e da avaliação das necessidades - é assegurado pelo Turismo de Portugal, que assume também o pagamento às empresas aderentes que pretenderem aceder ao apoio financeiro, assim como a monitorização da correta implementação da medida.

A lista atualizada dos empreendimentos aderentes, bem como toda a informação sobre o programa e o processo de adesão das empresas, encontra-se disponível nos canais oficiais do Turismo de Portugal.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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