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Cerca de 3.000 polícias concentrados junto ao MAI

Data de publicação
19 Fevereiro 2024
20:59

Cerca de 3.000 elementos da PSP e da GNR, segundo números da organização, estão hoje concentrados na Praça do Comércio, em Lisboa, por melhores condições salariais, exigindo um subsidio idêntico ao atribuído à Polícia Judiciária (PJ)

A concentração, em frente ao Ministério da Administração Interna, coincide com o debate que hoje se realiza entre os líderes do PS, Pedro Nuno Santos, e do PSD, Luís Montenegro, para as eleições antecipadas de 10 de março.

Em declarações à Lusa, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), César Nogueira, afirmou que realizar a concentração em dia de debate entre os dois prováveis futuros primeiros-ministros de Portugal “não é coincidência”.

O objetivo é que o problema das forças de segurança seja discutido e esteja na ordem do dia, acusando o ministro da tutela, José Luís Carneiro, de ter “falhado com os polícias”.

“Infelizmente o senhor ministro falhou, falhou com os polícias, falhou com os guardas. (...) O senhor ministro não pode alegar que não faz parte do mesmo Governo e por isso sabia de antemão o que estaria para ser aprovado para a PJ - e muito bem -, mas deveria ter tido uma palavra nesse Conselho de Ministros e alertar que os polícias têm o mesmo suplemento, correm os mesmos riscos (...). Portanto, deixou que quem ele tutela ficasse para trás”, criticou o dirigente sindical.

César Nogueira disse também que os elementos das forças de segurança não vão parar com os protestos até que seja atribuído um suplemento de missão idêntico ao da PJ, antevendo que os primeiros meses do próximo Governo sejam de muita contestação.

“Os primeiros dias do próximo Governo não vão ser fáceis, porque nós vamos estar na rua, isso é garantido. Não vamos estar na campanha eleitoral, não é o intuito da plataforma, e nos primeiros dias, mal haja Governo, vamos estar para que não se esqueçam que estamos cá e que queremos resolver esta questão nos primeiros momentos da governação”, disse.

Alertou ainda que os polícias não vão permitir voltar a ser “arrastados” em promessas e reuniões sem soluções até ao final da legislatura.

O porta-voz da plataforma que congrega os sindicatos da PSP e associações da GNR, Bruno Pereira, disse à Lusa que a escolha da Praça do Comércio para a concentração também está relacionada com o simbolismo do local, onde se encontra o Ministério da Administração Interna e onde a plataforma sindical dos polícias ainda não se tinha manifestado.

Os elementos da PSP e da GNR estão em protesto há mais de um mês para exigir um suplemento idêntico ao atribuído à PJ.

“Criou-se uma injustiça relativa completamente inadmissível entre corpos de polícias e portanto o que queremos é que esta questão seja imediatamente resolvida e que haja um virar de página para que as carreiras da GNR e da PSP sejam devidamente valorizadas e dignificadas e não haja mais um desprezo e um vilipêndio relativamente à importância das formas de segurança”, disse Bruno Pereira.

O porta-voz da plataforma acusou ainda José Luís Carneiro de não ter tido “mão firme” e “força política suficiente” para garantir para as polícias as mesmas condições de valorização concedidas à PJ e a agentes do sistema de segurança interna.

Durante a concentração na Praça do Comércio, os polícias presentes fizeram uma formatura e cantaram o hino nacional.

A concentração de hoje acontece depois de a plataforma ter organizado manifestações em Lisboa e no Porto, que juntaram milhares de elementos das forças de segurança e que foram consideradas as maiores de sempre, e vigílias nos aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada e Funchal, além do porto marítimo de Lisboa.

Segundo a plataforma, às 18:30 estavam concentrados cerca de 3.000 polícias, em que muitos dos manifestantes vestiam camisola preta, sendo ainda visíveis algumas bandeiras de Portugal e dois grandes cartazes onde se lê: “Polícia Unida”.

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