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Associação ambientalista Quercus oferceu 1,7 milhões de árvores em 15 anos

Data de publicação
20 Março 2026
9:21

A associação ambientalista Quercus ofereceu nos últimos 15 anos 1,7 milhões de árvores, no âmbito da iniciativa Projeto Floresta Comum, que agora ajuda também os municípios afetados pelas recentes tempestades.

A propósito do Dia Internacional das Florestas, e Dia Mundial da Árvore, a associação fez um balanço do projeto de fomento da criação de floresta autóctone que começou em 2012 e que, diz a Quercus em comunicado, “já deu um contributo significativo para ajudar a reflorestar terrenos públicos e comunitários (baldios)”.

Em 15 anos já entregou gratuitamente 1.745.000 plantas florestais autóctones a entidades responsáveis pela sua gestão, que se candidataram pelo site oficial (www.florestacomum.org). Ao todo apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios do continente, das quais 40% em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas.

A Quercus defende o projeto como “uma alternativa sólida” para reflorestar os municípios afetados pelas tempestades de janeiro e fevereiro, que destruíram quantidades de árvores sem precedentes.

As plantas, explica, são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Autóctones (fornecida através de quatro viveiros do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas – ICNF), exclusivamente com sementes portuguesas, como de carvalhos, sobreiros, azinheiras ou freixos. Esta época já foram atribuídas 106 mil árvores.

No comunicado, a Quercus explica que podem candidatar-se à iniciativa projetos florestais e de conservação da natureza e recuperação da biodiversidade, a grande maioria, mas são também apoiados projetos educativos e projetos para parques urbanos. Nos últimos três anos foi apoiada uma iniciativa que se destina a aumentar a resiliência de aldeias face aos incêndios, plantando em áreas florestais próximas. Foram plantadas 20.000 árvores.

A Quercus diz ainda que numa parceria com a UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foram organizadas quatro ações de formação sobre recolha de sementes florestais, e foi criada uma bolsa de coletores de sementes florestais autóctones, com 80 coletores espalhados pelo território nacional.

A associação garante que há “benefícios ecológicos, sociais e económicos” em melhorar a composição da floresta portuguesa com recurso a espécies autóctones, e explica que uma floresta própria das regiões permite uma melhor adaptação das árvores, incluindo aos períodos de seca, maior resistência a pragas e doenças, e maior resistência a incêndios.

O projeto Floresta Comum, nota a Quercus, junta organizações não-governamentais, Estado, autarquias, academia e empresas.

O Dia Internacional das Florestas, proclamado pela ONU em 2012, procura encorajar os países a esforçarem-se na valorização da floresta, sendo o tema deste ano “Florestas e Economia”. Em Portugal haverá iniciativas espalhadas por todo o país.

O tema deste ano, indica a ONU, assinala o papel da floresta na promoção da prosperidade económica, afirmando que vai muito além dos rendimentos e dos empregos provenientes da produção florestal e do comércio de matérias-primas e alimentos renováveis.

As florestas também sustentam a agricultura familiar e comunitária, aumentam a produtividade agrícola e protegem as bacias hidrográficas saudáveis, diz a ONU.

O setor das florestas gera empregos para dezenas de milhões de pessoas e os produtos florestais são usados por biliões. Além dos serviços de ecossistema que providenciam as florestas são fundamentais para a produção de água potável, para a regulação do clima, para a qualidade do solo, para o armazenamento de carbono, sem falar da energia, do ecoturismo ou da saúde, diz a ONU na sua página.

O Dia Internacional das Florestas é também o Dia Mundial da Árvore. Em Portugal comemorava-se neste dia, durante décadas, o Dia da Árvore, coincidindo com o início da primavera. Este ano a primavera começa hoje.

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