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Aguiar Branco pede diálogo e debate até ao máximo para se evitar greve geral

Data de publicação
17 Novembro 2025
16:37

O presidente da Assembleia da República defendeu hoje que o diálogo e o debate “devem ser esgotados ao máximo” antes de se avançar para a greve geral, convocada para 11 de dezembro pela CGTP e pela UGT.

“Até porque a minha função assim obriga na Assembleia da República, eu sou pelo diálogo, pelo debate. O diálogo e o debate devem ser esgotados ao máximo antes de haver uma situação de greve. Acredito e espero que esse espaço de diálogo possa ainda acontecer e que tenha o seu resultado mais eficiente no que diz respeito a poder a greve não acontecer”, apelou José Pedro Aguiar Branco.

Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Polo de Inovação em Engenharia de Polímeros (PIEP), da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, em Guimarães, distrito de Braga, o presidente da AR considerou ser “uma matéria consensual” a necessidade de haver alterações na área laboral.

Aguiar Branco sublinhou que hoje há novas formas de trabalho e novas tecnologias, acrescentando que se deve olhar com normalidade para este assunto e que deve ser discutido.

“Entre aquilo que é o debate e o diálogo que deve haver, entre aquilo que é a normalidade em função do consenso que há em relação a haver alterações nesta matéria, e aquilo que também será normal, havendo uma maioria parlamentar que também foi eleita para fazer mudanças e não para deixar tudo na mesma, acho que é este quadro, em democracia, devemos encará-lo com normalidade. E é isso que espero que aconteça”, declarou Aguiar Branco.

A greve geral foi anunciada em 08 de novembro pelo secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, no final da marcha nacional contra o pacote laboral, que levou milhares de trabalhadores a descer a Avenida da Liberdade, em Lisboa, em protesto contra as alterações propostas pelo Governo de Luís Montenegro.

Na quinta-feira, a UGT aprovou por unanimidade a decisão de avançar em convergência com a CGTP, incluindo, assim, o voto favorável dos Trabalhadores Social-Democratas (TSD).

Esta será a primeira paralisação a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob intervenção da ‘troika’.

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