O secretário de Estado dos Estados Unidos afirmou hoje que o Governo cubano devia “estar preocupado” após a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, na sequência da operação militar norte-americana.
“Se eu vivesse em Havana e fizesse parte do Governo, estaria pelo menos um pouco preocupado”, declarou Marco Rubio numa conferência de imprensa realizada na Florida, ao lado do Presidente norte-americano, Donald Trump.
O chefe da diplomacia norte-americana criticou duramente o Governo cubano, classificou Cuba como “uma catástrofe” e afirmou que o país é “dirigido por homens incompetentes e senis”.
As declarações surgiram num contexto de forte tensão regional, após Washington ter anunciado a detenção de Maduro, numa operação que tem provocado reações críticas de vários países e apelos ao respeito pelo direito internacional.
Na conferência de imprensa, na presença do secretário de Estado, da Defesa e do diretor da agência dos serviços secretos CIA, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos vão “dirigir a Venezuela” até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.
Nicolás Maduro e Cilia Flores foram detidos numa operação relâmpago noturna das forças especiais, encontrando-se sob custódia norte-americana no navio USS Iwo Jima, à espera de serem levados para Nova Iorque onde enfrentam acusações por narcoterrorismo.
Esta manhã, Donald Trump anunciou um “ataque em grande escala” na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma “gravíssima agressão militar” dos EUA, após explosões na capital do país, durante a noite, e decretou o estado de exceção.