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Chefes das diplomacias dos EUA e da China reunidos durante mais de cinco horas

JM-Madeira

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Data de publicação
18 Junho 2023
17:08

A reunião em Pequim entre o ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Qin Gang, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, terminou hoje após cinco horas e meia de conversações.

Para já, nenhuma das partes forneceu informações sobre o conteúdo do encontro, que marca o início da visita de dois dias de Blinken à China, quando se vive um momento de elevada tensão entre Washington e Pequim, que esta viagem procura aliviar.

Após o início da reunião, a porta-voz da diplomacia chinesa, Hua Chunying, disse esperar que a visita de Blinken "redirecione a relação entre a China e os Estados Unidos de volta ao que os dois presidentes concordaram em Bali", referindo-se à reunião entre o Presidente norte-americano, Joe Biden, e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, à margem de uma cimeira do G20, em novembro passado.

Blinken chegou a Pequim na manhã de hoje, tornando-se a autoridade americana de mais alto escalão a visitar a China desde que Biden chegou à Casa Branca em 2021.

Os ‘media’ oficiais chineses previram que, entre os temas da reunião, estariam "a cooperação económica, o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a questão de Taiwan e a preparação das próximas reuniões de alto nível".

No sábado, o chefe da diplomacia dos EUA explicou que a sua visita a Pequim visa "abrir linhas diretas de comunicação", para que os dois países possam "gerir o relacionamento com responsabilidade (...) e evitar erros de cálculo".

Para Washington, a viagem de Blinken a Pequim destina-se sobretudo a restabelecer as linhas diretas de comunicação com a potência rival e gerir as tensões, para evitar um confronto acidental, após vários meses de turbulência, espoletado pelo incidente de um alegado balão de espionagem chinês que em fevereiro sobrevoou território dos Estados Unidos.

"Não vamos a Pequim com a intenção de fazer avanços ou provocar transformações", admitiu o chefe do Departamento de Estado para a Ásia, Daniel Kritenbrink.

Lusa

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