Quatro piratas morrem no Golfo da Guiné após ataque a marinha dinamarquesa

Lusa

Quatro piratas morreram num tiroteio com a marinha dinamarquesa, que patrulha o Golfo da Guiné desde o início de novembro, anunciaram hoje as forças armadas dinamarquesas.

“Nenhum soldado dinamarquês foi ferido, mas cinco piratas foram atingidos. Quatro dos piratas morreram. Uma pessoa foi ferida”, informaram as Forças Armadas, através de uma declaração.

O incidente ocorreu quarta-feira, quando a fragata Esbern Snare tentava prender um barco pirata no sul da Nigéria, o qual abriu fogo sobre os soldados dinamarqueses.

“As forças dinamarquesas dispararam tiros de aviso, de acordo com a sua autoridade. Os piratas abriram então fogo diretamente sobre os soldados dinamarqueses, que reagiram em autodefesa e ripostaram os tiros”, prossegue a declaração.

Após o tiroteio, o barco dos piratas afundou-se e os oito piratas foram levados a bordo do navio dinamarquês.

O Golfo da Guiné, que se estende ao longo de 5.700 quilómetros desde o Senegal até Angola, é um ponto negro para os armadores. Só em 2020 foram registados 195 ataques a navios.

No mesmo ano, 130 dos 135 raptos marítimos registados no mundo tiveram lugar nesta área, de acordo com um relatório recente do Bureau Marítimo Internacional.

A fragata, que está equipada com um helicóptero, e os seus 175 marinheiros “desempenham uma importante tarefa na proteção dos navios dinamarqueses e outros navios mercantes da zona”, disse o ministro da Defesa dinamarquês, Trine Bramsen, à agência noticiosa local Ritzau.

Em março, Copenhaga anunciou que estava a enviar a força marítima para combater a pirataria na região, que está cada vez mais exposta e onde passam cerca de 40 navios dinamarqueses todos os dias.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, encontra-se atualmente no Gana e planeou uma visita ao Esbern Snare.