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Nova greve na Rodoeste no dia 17 de abril

Carla Sousa

Jornalista

Data de publicação
11 Abril 2024
21:02

Espera-se um novo constrangimento na vida de milhares de pessoas na próxima quarta-feira, dia 17 de abril, com a greve dos motoristas da Rodoeste que vai decorrer durante 24 horas.

Este protesto surge precisamente 32 dias depois de uma greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores (SNMOT), que paralisou o dia a dia de muitos madeirenses a 12 de março.

Nessa data, apesar de sindicato e companhia divergirem nos dados de adesão, certo é que a rotina dos passageiros sofreu um forte impacto. O vice-presidente do SNMOT, Manuel Oliveira, avaliou a adesão como “estrondosa, face às pressões e ameaças de que estes trabalhadores foram vítimas”, avançando com números que rondavam os 70% de participação.

Já do lado da Rodoeste, o gestor Fernando Lopes referiu que a adesão ficara-se pelos 34 trabalhadores de um total de 130.

A 12 de março, os motoristas da Rodoeste estiveram em greve em frente às instalações da companhia, no Campo da Barca. Fardados, os profissionais cumpriram uma jornada de luta por melhores condições de trabalho e atualização salarial.

Para além dos condutores da Rodoeste, juntaram-se alguns da SAM, com cerca de 60 profissionais no total concentrados no Campo da Barca.

Os motoristas da Rodoeste querem uma atualização salarial na linha da que foi feita para os profissionais da empresa Horários do Funchal. “Nós entendemos que as responsabilidades destes trabalhadores são exatamente iguais aos colegas da HF. Queremos equidade no que diz respeito ao clausurado geral do Contrato coletivo de trabalho e igualdade na parte remuneratória. Não estamos a pedir nada de mais. Se foi possível para a HF, também é possível para o setor privado”, sustentou, na altura, Manuel Oliveira, do Sindicato Nacional dos Motoristas.

O sindicalista referiu que os trabalhadores se sentem “desrespeitados diariamente pelas entidades patronais, no que diz respeito às suas condições de trabalho e às suas condições remuneratórias”, lembrando que foi apresentada à ACIF uma proposta de construção de um contrato coletivo de trabalho “de raiz”. Mas a Associação Comercial e Industrial do Funchal “entendeu não nos responder.

Foi ainda solicitado um pedido de conciliação à Direção Regional de Trabalho que “não convocou as partes para esse efeito”. Manuel Oliveira denunciou que essas situações “originaram esta greve”.

Sobre a possibilidade de novas ações de greve, o sindicalista disse “esperemos que não o tenhamos de fazer”, mas isso vai depender da abertura da ACIF e da DRT em promover uma negociação.

Na altura, já se falava em “novas ações de luta”, caso os profissionais não tivessem resposta às suas reivindicações, e é isso mesmo que agora se verifica, com uma nova greve a 17 de abril.

Na forja, há ainda uma nova jornada de luta, desta feita marcada para 14 de maio.

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