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Receitas da Hoti Hotéis crescem 7% para 121 ME em 2025 com Madeira a impulsionar

Data de publicação
06 Janeiro 2026
19:14

O Grupo Hoti Hotéis registou receitas de 121 milhões de euros em 2025, mais 7% face a 2024, num exercício “sólido” e de elevada precisão orçamental, marcado ainda por destinos em forte expansão e outros em estagnação ou regressão gradual.

“O ano fechou sólido. (...) Entre crescimentos muito mais fortes e algumas situações que vão estagnando, este foi o nosso saldo total. Conseguimos, com grande precisão, atingir os valores que tínhamos previsto nos orçamentos, seja em termos de receitas globais, seja em termos de resultados”, disse hoje o presidente executivo (CEO) do grupo, num encontro com jornalistas, em Lisboa.

Miguel Proença destacou a Madeira como principal motor de crescimento do grupo.

“Entre os vários destinos [onde estão presentes], a Madeira tem dado nos últimos anos uma expressão muito importante relativamente àquilo que é a evolução das receitas globais do grupo. Tem mantido uma passada de crescimento bastante forte”, disse, acrescentando que as aberturas de novas unidades hoteleiras e as remodelações também “têm sustentado uma parte importante do crescimento”.

No ano passado, para além da Madeira, Braga foi apontada como um dos destinos com melhor comportamento.

“O caso de Braga, por exemplo, é um desses casos de destinos que mantêm uma passada importante de crescimento e que estão a compensar aqueles que estão em dificuldades. A resposta [daquele hotel] tem sido positiva. Verificamos que o INNSiDE Hotel que abrimos no ano passado foi um hotel que, até pela sua localização, se implantou muito bem no mercado”, destacou.

Ao invés, com resultados aquém destes, nomeadamente com quebras ou estabilizações de receitas, estiveram Leiria, Grande Porto, Peniche e Lisboa.

Miguel Proença enalteceu a estratégia comercial definida para a conjuntura que se antevia em 2025 como bem-sucedida, repetindo o modelo de 2024, que apostou num crescimento sustentado mais por preço do que por taxa de ocupação quarto dos hotéis.

“A evolução das vendas, globalmente, foi bem posicionada. Mais uma vez também muito em cima de preço e menos em cima da ocupação. Portanto, foi uma aposta deliberada desde o início do ano e já o tinha sido também no ano anterior. E, mais uma vez, valeu a pena”, disse.

No exercício passado, o preço médio situou-se nos 106 euros, o que representa um aumento de 5% face a 2024, enquanto a taxa de ocupação desceu 0,5 pontos percentuais (p.p.) para 74%.

Quanto a investimentos em carteira no que diz respeito a remodelações e ampliações, o CEO diz que globalmente contam “à volta de 12 a 14 milhões de euros”, nomeadamente no Meliá Ria, em Aveiro, no Golden Residence, na Madeira, e no arranque ainda este ano das obras de ampliação e remodelação do Tryp Montijo.

O investimento no Montijo, explicou, será plurianual. “Entre ampliação e remodelação, acredito que seja um projeto para cerca de dois anos a partir do momento em que esteja iniciado”, concluiu.

O Grupo Hoti Hotéis conta com 21 hotéis em Portugal e um hotel em Moçambique, num total de 3.150 quartos.

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