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África do Sul: Uma nação colada aos écrans

Milhões de pessoas ficaram coladas aos écrans para testemunhar a tomada de posse do mais alto magistrado do país, Cyril Ramaphosa e simultaneamente tentar vislumbrar qual a constituição do novo executivo do sétimo governo pós “apartheid” que desta vez inclui os partidos, Congresso Nacional Africano (ANC), Democratic Alliance (DA) e Inkhata Fredom Party (IFP), Partido Good e Patriotic Alliance (PA), titulado por “Governo de Unidade Nacional”.

A posse de Cyril Ramaphosa foi presidida por Raymond Zondo, juiz presidente do Alto Tribunal da Africa do Sul numa cerimónia espetacular que teve lugar no Anfiteatro Nelson Mandela no imponente Union Buldings, no topo na colina Meintjes no extremo norte nas proximidades de Church Square em Pretória.

Cyril Ramaphosa prestou juramento perante o Presidente do Alto Tribunal da África do Sul, Juiz Raymond Zondo.

Observada a presença de 18 chefes de estado, 3 ex-chefes de estado, 9 delegações de diferentes governos internacionais e locais, convidados e Portugal, fez-se representar pelo seu Embaixador para a África do Sul, José da Costa Pereira, confirmou, hoje, ao JM fonte daquela embaixada.

Ramaphosa, dirigindo-se à nação sul-africana no discurso inaugural do seu segundo mandato, começou por dizer e de forma clara “que aceita e respeita os resultados” das eleições de 29 de maio.

Disse de forma límpida que os partidos do Governo de Unidade Nacional (sigla em inglês GNU) devem concordar na criação de postos de trabalho e os que são contrários ao progresso para melhorar a vida dos sul-africanos, serão expulsos do GNU.

Espera-se que anuncie em breve a composição do seu executivo, o qual é aguardado com grande expetativa.

De salientar que cerca de 27 milhões, o que corresponde a 47% dos sul-africanos, não recebem subsídios sociais. A taxa de desemprego atingiu níveis tão inaceitáveis como preocupantes e cifra-se atualmente em 32,9 %, o que não inclui os sul-africanos desempregados que desistiram de procurar emprego.

Esclareceu que vai “fazer com que todos no GNU trabalhem para criar empregos. Sou o garante para que isso aconteça” disse o Chefe de Estado reeleito.

Chefes de Estado dos aliados comerciais da África do Sul não compareceram à tomada de posse, mas líderes africanos chegaram ao país, de salientar entre eles, os velhos aliados do N.A.C da Palestina e de Cuba.

Não é difícil encontrar os contestários do costume, estão disseminados, nomeadamente, o partido radical de extrema-esquerda, Economic Freedom Fitghers (sigla em inglês EFF) e o partido umKhonto We Sizwe (sigla em inglês PMK) alegam não ver nada de positivo num GNU.

Durante o seu discurso Ramaphosa lançou um aviso e fez uma referência aos partidos políticos que procuraram dividir e distrair a nação durante as eleições, dizendo que “devemos rejeitar toda e qualquer tentativa de nos dividir ou distrair, de semear intrigas, dúvidas ou cinismo, ou de nos colocar contra os outros”.

“Aqueles que procuram inflamar tensões, não terão sucesso, porque os sul-africanos estão decididos, como aqueles que também procuram minar as nossas instituições irão fracassar porque a democracia vive nos corações do nosso povo e jamais será desalojada”.

A mensagem do Presidente da República da África do Sul pode ser interpretada tendo como objetivo o Partido MK do ex-presidente Jacob Zuma, seu antecessor, que questionou e continua a questionar os resultados eleitorais e está a processar a Comissão Eleitoral Independente (sigla em inglês IEC) em tribunal.

Telefonicamente, Vladimir Putin, parabenizou o seu homólogo pela reeleição o que certamente reflete a continuação de boas relações entre Moscovo e Pretória, apesar da incerteza da invasão russa à Ucrânia que dura há mais de dois anos.

A situação é calma no país, apesar das vozes contra o ANC que formulou um Governo de Unidade Nacional, o qual incorpora o seu rival político de décadas, o partido Democratic Alliance (DA) e outros partidos de expressão menor.

Um número expressivo de pessoas de todas as raças crê que com a formação do GNU, serão criadas perspetivas económicas melhores do que uma Grã-Bretanha presentemente em dificuldades.

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