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Pedra responde que Miguel Silva Gouveia “deveria saber a herança” que deixou na CMF

Data de publicação
19 Abril 2024
12:04

A autarca do Funchal, em comunicado às redações, respondeu à Confiança que ontem, no âmbito da reunião semanal da CMF, afirmou estranhar os resultados das contas do executivo, levantando suspeições.

“O Senhor Vereador, melhor do que ninguém, deveria saber a herança que nos deixou”, aclarou Cristina Pedra para Miguel Silva Gouveia.

“Só em juros e custas processuais associadas à divida da ARM, os funchalenses têm de pagar cerca de 3 milhões/ano. E sobre isso podem muito bem agradecer aos executivos do Partido Socialista”, e recorda, “ele sim, Miguel Gouveia, é responsável direto por 60% do prejuízo apresentado, fruto desses juros e custas associadas às suas decisões de gestão”.

Para a autarca, é claro que “foi Miguel Gouveia quem não colocou nas contas da Câmara do Funchal 31 milhões de euros de despesas, essencialmente provenientes das dívidas à ARM. Não fomos nós. É bom que não se esqueçam disso. Como tal, só posso entender esta atitude como sendo de uma desfaçatez enorme, que à oposição socialista deveria envergonhar”.

Já a propósito do Relatório de Prestação de Contas 2023, afirmou: “Esquecem que reforçámos os apoios sociais em mais 2 milhões de euros, contrariamente ao que disseram à população nas eleições de 2021, em que nos acusaram de querer retirar benefícios aos funchalenses. Mas também devem estar esquecidos do benefício fiscal que demos aos cidadãos, em sede de IRS, já que a Câmara devolveu 4,6 milhões de euros às famílias, só em 2023. Quando aqui chegámos, por decisão da vereação socialista, os funchalenses não receberam nada da Câmara Municipal”, averbou.

“E é preciso não esquecer que tivemos de contratar mais 104 funcionários, essencialmente operacionais, para setores que estavam altamente deficitários, como é o caso do Ambiente. A gestão socialista de recursos humanos foi displicente, já que não acautelou devidamente as saídas por aposentação, deixando a autarquia quase paralisada em áreas como a recolha do lixo, a limpeza de espaços públicos e de apoio à população. Estas 104 novas contratações obrigaram-nos a um esforço financeiro na ordem dos 2 milhões de euros/ano, a que acrescem mais 3 milhões, por força da atualização das posições remuneratórias, decorrente das alterações do Orçamento do Estado”, elabora a autarca do Funchal.

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