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JPP diz que madeirenses querem “castigar” Miguel Albuquerque

Data de publicação
21 Maio 2024
14:25

O cabeça de lista do Juntos Pelo Povo (JPP) às eleições na Madeira, no domingo, considerou hoje que os madeirenses querem fazer “uma limpeza” e “castigar” o líder social-democrata, Miguel Albuquerque, por ter provocado a crise política.

“Nós temos uma expectativa livre e otimista porque, comparativamente às eleições de setembro, pelo menos as pessoas querem castigar nas urnas o responsável por estas eleições antecipadas e pelo facto (...) de o governo não ter aprovado o orçamento. Isso foi sempre um ato de irresponsabilidade”, declarou Élvio Sousa numa ação de campanha junto à Sé do Funchal.

O também secretário-geral do JPP sublinhou que os madeirenses querem “uma limpeza”, referindo estar a usar uma palavra que é frequentemente utilizada pelas pessoas nos contactos que tem feito.

A candidatura dedicou a iniciativa de hoje à criação de uma linha marítima entre a Madeira e o continente, uma das medidas do seu programa de governo.

“Connosco no governo, posso dizer, afiançar, podem confiar, que o ferry vai atracar no Funchal”, assegurou Élvio Sousa, complementado que tal não acontecerá este ano, apenas em 2025.

O também deputado no parlamento madeirense disse que a inexistência dessa ligação marítima é “uma desvantagem competitiva e económica bastante acrescida”, recordando que esta foi uma promessa não cumprida pelo PSD e PS.

Refutando as declarações de outros partidos de que esta operação custa “milhões de euros”, Élvio Sousa disse que tem estado em contacto com operadores ibéricos que “afiançaram estar interessados em voltar a trazer o ferry para a região a custo zero” porque a linha “é rentável”.

“Há uma fase inicial de maturação de mercado, naqueles primeiros 8/9 meses, que poderá ter que haver alguma operação cosmética, com impacto orçamental bastante reduzido”, explicou, salientando que o JPP até já tem um “acordo comercial fechado” nesse sentido.

Para este candidato, a Madeira “está sequestrada pelos monopólios” e “Miguel Albuquerque está a ser manipulado e orquestrado por meia dúzia de famílias empresarias” na ilha.

“É o poder económico que manda no poder político” nesta região autónoma, afirmou.

Questionado sobre possíveis acordos após as eleições, Élvio Sousa indicou que “entre um e outro [PS e PSD], venha o diabo e escolha”, apontando que “estão todos viciados” e os dirigentes destes partidos “já traíram o povo da Madeira”.

O cabeça de lista do JPP está “confiante que o povo da Madeira” vai dar-lhe “um bom resultado” nestas eleições e deixou recados.

“Quem quiser a nossa aliança tem que aceitar os 15 princípios”, disse, enumerando alguns: a constituição de um governo com cinco secretárias, um programa de redução efetivo de despesa de 50 ME ao ano, ligação ferry sem indemnizações compensatórias, um programa de regime livre para a agricultura, sem monopólios, e um concurso público internacional para a operação portuária para regular preços.

As legislativas de domingo na Madeira decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo eleitoral único: ADN, BE, PS, Livre, IL, RIR, CDU (PCP/PEV), Chega, CDS-PP, MPT, PSD, PAN, PTP e JPP.

As eleições antecipadas ocorrem oito meses após as mais recentes legislativas regionais, depois de o Presidente da República ter dissolvido o parlamento madeirense, na sequência da crise política desencadeada em janeiro, quando o líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP), Miguel Albuquerque, foi constituído arguido num processo em que são investigadas suspeitas de corrupção.

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