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Jovens ainda legitimam atos de violência no namoro como sendo normais

Paula Abreu

Jornalista

Data de publicação
14 Fevereiro 2024
10:54

625 crianças e jovens das escolas da Madeira responderam ao questionário de 15 questões no âmbito do estudo nacional sobre violência no namoro.

Desses, 72,5%, ou 453 indivíduos não considera violência no namoro um de 15 comportamentos questionados.

A título de exemplo, ao nível da legitimação deste fenómeno, 61,3% não identifica o controlo como uma forma de violência, 36,3% violência psicológica e 32,8% violência sexual.

Os atos de violência mais legitimados por forma de violência são pegar no telemóvel ou entrar nas redes sociais sem autorização (38,9%), proibir de vestir uma peça de roupa (33,4%) e pressionar para beijar (31,2%).

Nas respostas ao inquérito, destinado a crianças e jovens dos 12 aos 19 anos, a media de idades foi de 14 anos.

Os dados, apresentados esta manhã pela UMAR -União de Mulheres Alternativa e Resposta, dão conta que, em termos de indicadores de vitimização, 51,1% dos inquiridos do sexo feminino afirmam e 41,1% do sexo mais ter sofrido comportamentos de violência psicológica e de controlo.

Com exceção da violência física, nota-se que maiores percentagens nos indicadores de vitimização entre jovens do género feminino, em comparação com o masculino.

Joana Martins, Valentina Ferreira e Cássia Gouveia, da UMAR apresentaram os dados “preocupantes” do estudo nacional, lembrando que a associação vai as escolas, no âmbito do projeto ART’THEMIS+UMAR, criado em 2004 e que, desde 2017, tem ido às escolas da Região.

A iniciativa de sensibilização para os direitos de cidadania e igualdade de géneros arrancou com 24 turmas em que as voluntarias da UMAR têm trabalhado para a prevenção primaria da violência de género em contexto escolar. Este ano letivo é o que conta com um maior numero de solicitações das escolas, com 50 turmas a contarem com a presença deste projeto.

A UMAR gostava de chegar a mais jovens e desenvolver mais sessões ao longo do ano letivo, mas para tal, precisa de mais financiamento.

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