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IL lança questões a Rui Barreto e Rogério Gouveia em relação às “maravilhas” do PIB

Data de publicação
12 Fevereiro 2024
15:10

A representação parlamentar da Iniciativa Liberal na Assembleia Regional da Madeira diz, em comunicado, ter ouvido “há exaustão sobre as maravilhas” do crescimento do PIB regional.

Neste sentido, o partido endereça algumas questões a Rui Barreto, secretário regional do Mar e Pescas e a Rogério Gouveia, tutelar da pasta das Finanças, nomeadamente o motivo pelo qual essa questão “não beneficia a maioria dos madeirenses”, em concreto o poder e a qualidade de compra.

“Apesar de termos um PIB tão alto, é ou não é a distribuição de rendimentos muito deficitária, pois o dinheiro não chega às famílias?”, começa por questionar.

Ainda neste contexto, Nuno Morna avança: “Está ou não a riqueza regional na mão de muito poucos e, assim, a maior parte dos madeirenses não colhe benefícios de um PIB mais alto?”

O deputado único pede que se note efeitos, mormente nos serviços de saúde, atualmente “com mega listas de espera”, na educação, infraestruturas - “a precisarem, muitas delas, de rápida intervenção ou feitas baseadas em ‘achismos’”.

“O crescimento do PIB está sustentado numa monocultura do turismo. Se vier aí uma crise (e estas são cíclicas), o que está previsto fazer para combater o facto de vivermos suportados em dois sectores: turismo e construção?”, continua, pedindo uma estratégia para “aumentar a diversificação da economia”, além de um sistema fiscal próprio.

Pese embora aceite que os dados demonstrem que o PIB tem vindo aumentar, Nuno Morna tem dúvidas se foram feitos estudos que atestem as razões desse aumento e, por isso, levanta essa mesma questão.

Por fim, o deputado pergunta: “É por demais evidente que não há o cuidado de medir os indicadores de bem-estar. Não medimos fatores como a distribuição das horas de trabalho, produtividade, níveis de stress, segurança nas suas múltiplas valências, acesso ao lazer e à cultura, a qualidade ambiental, fatores de precariedade, erosão de valores sociais e culturais, diminuição de solidariedade, desigualdade e marginalização, falta de oportunidades, causas de imigração, desfavorecimento, negligência social, etc. Não é tempo de associar crescimento a estes importantes indicadores?”, afirmando que o partido aguarda por uma resposta.

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