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“É preciso um sobressalto para combater o grave problema da pobreza na Madeira”, diz Bloco de Esquerda

Data de publicação
30 Janeiro 2025
14:48

O Bloco de Esquerda visitou o sítio da Ribeira Seca, em Machico, onde os moradores partilharam as suas preocupações e os seus protestos pelas “condições de vida que suportam com muitas dificuldades”.

“Desde 2022, os preços dos bens alimentares subiram 28%, o que torna o custo de vida muito difícil para a maioria das famílias madeirenses”, refere o partido, afirmando que, por isso, “as queixas mais ouvidas foram aquelas relacionadas com o aumento constante dos preços dos bens alimentares e outros bens essenciais à vida do dia-a-dia”.

“Dizem-nos que o governo fala que há crescimento económico na Madeira, mas o que sentimos e vivemos é o dia-a-dia cada vez mais difícil. Concluem que na Madeira, enquanto uns enriquecem, nós que somos muitos, empobrecemos!”, apontou, indicando que outra das queixas está relacionada com a dificuldade em aceder ao estatuto de cuidador informal, “que enfrenta muita burocracia e outros obstáculos que impedem muitas pessoas de usufruir desse estatuto”.

A par disso, mereceram também críticas o facto de as pensões serem “muito baixas e a idade da reforma a ser cada vez mais tarde”.

O Bloco de Esquerda entende que “é urgente olhar para as dificuldades por que passam muitas famílias, e isso só será possível com outras políticas e sem o PSD-M. O PSD-M é um partido gasto e alheado da realidade que os madeirenses vivem”, refere.

Nesse sentido, o Bloco de Esquerda defende: a redução das taxas de IVA para 16%, 9% e 4%; que a electricidade, o gás e as comunicações sejam taxadas à taxa mínima, pois são bens essenciais à vida das pessoas; e o subsídio de insularidade aplicado a todos os trabalhadores, sejam do público ou do privado.

O partido diz ser também urgente acabar com os entraves à concretização do estatuto de cuidador informal, “que tem um papel fundamental no cuidado aos familiares dependentes e que representam um benefício e uma poupança para o Estado, a par do conforto e da humanidade que representa para o próprio doente”.

De igual modo, “a pobreza, que atinge de forma particular os mais idosos com pensões muito baixas, são um sobressalto que não nos deixa indeferentes. Por isso, o Bloco de Esquerda entende que o complemento solidário para os idosos deverá ter um aumento de modo a que, no total, o valor da pensão fosse igual à do salário mínimo”, sustentou.

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