O Chega-Madeira “denuncia o comportamento de Miguel Albuquerque como uma afronta à dignidade da liderança regional, após o presidente do Governo Regional ter utilizado uma celebração do Dia Internacional do Voluntariado para se vitimizar e pressionar a aprovação do Orçamento Regional”.
Para o partido, o discurso num evento de celebração cívica é “uma vergonha” e reflete “o desespero de um líder incapaz de enfrentar as consequências da sua própria má gestão”.
Miguel Castro, líder do Chega, sublinha que “é lamentável que, num momento em que deveria estar a enaltecer o papel do voluntariado, Miguel Albuquerque use esse palco para ameaçar instituições, empresas e cidadãos, afirmando que tudo vai parar caso o Orçamento não passe”.
“Mais vergonhoso ainda é que este mesmo presidente se tenha demitido em janeiro de 2024, deixando a Madeira sem orçamento durante oito meses, banalizando a falta desse mesmo orçamento e confiando na força dos duodécimos, que, mesmo assim, sustentaram um crescimento económico”, acrescenta.
O Chega lembra que, apesar da ausência de um orçamento, a Madeira cresceu e o executivo gastou mais 158,3 milhões de euros do que o inicialmente previsto. Isto, segundo o partido, demonstra que a estabilidade orçamental pode ser alcançada se Albuquerque tiver a coragem de “desamparar a loja” e permitir uma renovação no governo regional.
“O que está em causa não é a falta de dinheiro, mas sim a falta de liderança responsável. A Madeira não precisa de ameaças nem de discursos de vitimização; precisa de um presidente que assuma os seus erros e se afaste, permitindo que a região tenha o orçamento e a estabilidade que merece”, conclui Miguel Castro.
Para o Chega, a solução para a crise é clara: uma reformulação no executivo ou novas eleições, mas sem Miguel Albuquerque, garantindo uma governação que priorize os interesses dos madeirenses acima de tudo.