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Carlos Pereira quer eleições antecipadas

Edmar Fernandes

Subdiretor JM

Data de publicação
28 Janeiro 2024
17:04

O deputado do PS na Assembleia da República entende que o momento político na Madeira deve impor contenção, mas não encontra outro caminho que não seja o de convocar eleições antecipadas no prazo previsto pela Constituição.

A opinião de Carlos Pereira foi partilhada nas suas redes sociais. Eis a nota:

“Pensar a Madeira

O momento que os madeirenses vivem é de grande preocupação e ansiedade. É fácil compreender o sentimento na rua de receios com o futuro, revolta e tristeza pelos acontecimentos, misturados com uma ideia de esperança que o povo madeirense sabe cultivar. Para manter essa esperança viva é preciso saber preservar as nossas conquistas do passado enquanto povo. O que está em causa é muito importante e tem a ver com a vida de todos nós.

Mas deixemos de parte parte os assuntos da justiça e, sobretudo, respeitemos aqueles que serão julgados, acreditando que tudo será feito com justiça preservando a presunção da inocência e acelerando os esclarecimentos para julgar quem tem de ser julgado. Sem tibiezas. De resto, no dia a dia as informações que vão sendo públicas fazem o seu caminho e o povo julgará no quadro dos seus próprios referenciais. Cada um de nós, e sobretudo os actores politicos, devem procurar contribuir para ajudar a Madeira a “se reerguer” por isso é preciso serenidade, sensatez e uma actuação com coerência para ter credibilidade.

Sabemos hoje que nem todos os agentes politicos têm sabido responder com coerência e isso mina a confiança das pessoas. Nos próximos tempos muita coisa vai acontecer e haverá decisões que podem mudar tudo, ou não! Depende do povo. Em democracia é assim: cumprindo as leis e respeitando os adversários. Evitando gerar climas de ódio e violência que ajudam a corromper o bom funcionamento das instituições que alguns espreitam e aproveitam. É preciso saber responder aos anseios, aos medos e às expectativas das populações. É este o desafio, sobretudo dos que estão empenhados em intervir na sociedade e contribuir para ajudar a ultrapassar este terramoto judicial que arrastou uma hecatombe política. Por isso, neste tempo da política ninguém se esqueça que o povo gosta de serenidade , bom senso , actuação moderada e no tempo certo.

Sempre sem colocar em causa a defesa indefectível dos princípios que acreditamos e dos objectivos que defendemos para o nosso povo. Mas essa defesa será tanto mais sólida quanto melhor soubermos tranquilizar as populações captando a sua confiança. As pessoas querem sempre soluções que não comprometam o bem estar e não sejam portadoras de tensões inoportunas ou antes do tempo. Por isso, a coerência exige uma clarificação na Região, mal o enquadramento constitucional o permita. No quadro actual, e perante o histórico de actuação, o único caminho a seguir pelo Senhor Presidente da República é criar as condições para marcar as eleições regionais com todos os actores políticos convenientemente preparados para esse combate, de modo a apresentarem as soluções e as alternativas.

Esse caminho já está em curso e por isso os eleitores já estão atentos . Enganem-se os que pensam que na confusão ninguém repara e que pode valer tudo. Ora é mesmo aí que se notam os confiáveis e as soluções com futuro. É a meio da desordem que o povo procura harmonia e um porto seguro. Durante a minha actividade política aprendi, com um adversário, uma lição que me ficou para a vida. Um dia, depois de algumas intervenções sobre o que pensava em determinadas matérias, ele respondeu-me que eu “esbracejava muito e isso impedia a atenção do povo para as eventuais boas coisas que tinha para dizer!”. Nunca mais esqueci e agradeço até hoje a lição.

Bom dia e vamos à luta.”

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