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“A alternativa que há ao PSD na Madeira é o Chega”, diz André Ventura

Data de publicação
13 Maio 2024
19:12

André Ventura, que hoje deixa a Região Autónoma da Madeira após dois dias de ações de campanha, reiterou, esta tarde, que “em caso algum” daria luz verde para que houvesse um acordo com o PSD de Miguel Albuquerque, garantindo que o partido não vai ceder e que o Chega é a “alternativa que há ao PSD na Madeira”.

Numa conferência de imprensa realizada na sede do Chega, no Funchal, André Ventura vincou que o Chega é “firme nas suas convicções e princípios” e que não se vai vender, assegurando que quem votar no partido “não está a votar numa muleta do PSD nem de Miguel Albuquerque”.

Reações que surgem na sequência das declarações de Miguel Albuquerque, desta manhã, o qual disse não estar à espera do Chega para nada [ler página 5].

“Eu compreendo que o Dr. Miguel Albuquerque esteja numa situação delicada porque sabe que não vai ter uma maioria, mesmo que vença, e sabe que o Chega é um partido em crescimento franco. O que o Dr. Miguel Albuquerque tem de perceber é que o Chega é um partido com princípios”, reforçou, afirmando que a equipa liderada por Miguel Castro, cabeça de lista do Chega-Madeira às eleições, não vai voltar atrás.

“E, portanto, vamos fazer a nossa firmeza de oposição se for esse o resultado. Queremos ganhar, mas sabemos que é difícil (...) Em caso algum eu daria luz verde, embora honestamente o Chega-M não precisa da minha luz verde mas o partido tem funcionado em enorme articulação, para que houvesse um acordo com o PSD de Miguel Albuquerque”, reforça.

Ventura não quer também a esquerda a governar, mas diz não deixar de olhar para o que se passa na Madeira, assegurando que isso nada tem que ver com estatutos processuais, mas entende que há explicações que não são dadas. Ademais, considera que Miguel Albuquerque “não devia ser candidato” e que o PSD é que devia ter resolvido esse problema.

Caso a situação fique “ingovernável”, André Ventura entende que os madeirenses “têm na mão a chave da solução (...) Se derem uma votação muito forte ao Chega, o Chega terá mais força para fazer estas mudanças”, aponta.

O líder do Chega mencionou, aliás, ter ouvido Paulo Cafôfo, candidato do PS-Madeira às eleições legislativas regionais, a dizer que a única alternativa era o PS, “mas o PS em termos de sondagem não está muito longe do Chega”, refere, entendendo que a “alternativa que há ao PSD na Madeira é o Chega”.

“Quem for votar no Chega tem de ter consciência de que não está a votar numa muleta do PSD nem de Miguel Albuquerque. Está a votar numa alternativa contra a corrupção que está instalada a nível regional”, sustenta.

André Ventura realçou ainda a “enorme adesão” por parte dos militantes madeirenses do Chega. “É evidente que há uma dinâmica de crescimento do Chega, aliás, nas últimas legislativas o Chega teve um resultado histórico na Madeira. Tudo indica que esse resultado histórico vai transmitir-se para as eleições regionais”, apontou.

Findos dois dias na Madeira, André Ventura assegura que sai com a certeza de que “a pressão que o Governo de Miguel Albuquerque tem feito sobre o Chega não vai surtir efeito”, que o partido “está unido no propósito de limpar a Região e não de se conluiar com um fenómenos menos transparentes” e com confiança de que o partido terá “um grande projeto de mobilização para as próximas semanas”.

Aliás, André Ventura estará de regresso à Madeira na próxima semana para acompanhar a campanha.

“Crime de traição à pátria”

Já sobre a denúncia contra o presidente da República, que dará entrada hoje na Assembleia da República, na sequência das declarações sobre que o País deveria iniciar um processo histórico de reparação e indeminizações à suas antigas províncias ultramarinas, vulgo antigas colónias, André Ventura afirmou que a queixa assenta em três crimes, “traição à pátria”, “coação sobre órgão constitucional” e “de usurpação”.

O presidente do Chega entende que estas “palavras irresponsáveis e traidoras” de Marcelo Rebelo de Sousa abriram caminho para que outros países venham exigir isso de Portugal, numa questão que considera que pode implicar perdas culturais, económicas, financeiras e sociais.

Para Ventura, o Presidente da República usurpou as competências do Governo; cometeu “um ilícito previsto na sua Lei de responsabilidade, coação sobre órgão constitucional, mas também de usurpação porque o Presidente da República não tem competência em matéria de política externa”, reforçou.

“O parlamento terá agora de decidir porque esta é uma questão parlamentar. Estará ao lado de um presidente da República que traiu o seu País ou estará ao lado dos milhares senão milhões de injustiçados dispersos por todo o território nacional que sentem estas palavras com maior fúria do que quaisquer outras?”, questionou, apelando ao PS e ao PSD, os únicos que podem fazer maioria com o Chega, para que deixem a questão seguir de forma a que o Supremo Tribunal possa analisar se as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa configuram ou não um crime no exercício de funções do Presidente da República.

“O Presidente da República não é um mero cidadão. As suas declarações não são um mero exercício de liberdade de expressão (...) é alguém cujas palavras importam e têm consequências para a República e já estão a ter”, rematou.

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