Uma vacina por dia, não sabe o bem que lhe fazia.

Aos poucos e poucos temos vindo a aprender com o vírus. Em dezembro de 2019 era apenas uma gripe. Uma gripe lá longe como o Diabo. Na China, imaginem só. Dificilmente chegaria cá. 

Uma vez que se disseminou de forma galopante, reviram as teorias! Era então provável que atingisse o mundo todo, mas mesmo que isso acontecesse não era preciso usar máscara. Depois já era aconselhada. Era mais seguro usá-la! Querem saber da melhor? Do nada, passou a ser obrigatória.

Entretanto, e ao mesmo tempo que se apelava ao distanciamento social, implorava-se a união de esforços por uma vacina.

Não apareceu uma! Apareceram várias. Eram todas seguras e eficazes. Tanto que uma única dose chegava. Ok, vá… Caso fosse mesmo preciso reforçar a imunidade, podíamos fazê-lo, mas a ideia era não misturar. Com o “misterioso desaparecimento” de algumas, fomos sendo convidados a concluir que o ideal mesmo era uma combinação de imunizações. Isto, claro está, caso a 1.ª toma tivesse sido com outra vacina que não a actualmente eleita. Enfim.

Pelo meio, as crianças estavam a salvo… Não sofriam da forma grave! Vaciná-las não era então opção. Mas já é. Minto, não é opção. É quase obrigação! Isso e a 3.ª dose nos adultos. Aposto que, não tarda, e até os miúdos vão ser chamados ao “reforço”. Sim, mesmo que se tenha ouvido dizer, esta semana, que estamos prestes a poder garantir que deixámos para trás a pandemia e entrámos na fase da endemia. “Vai passar a ser uma gripe”. Oh nãooooo. Socorro. A última vez que fizeram esse diagnóstico foi o que foi… 

Mas vá. Já se passaram 2 anos. Não vamos agora agoirar! Desta vez vai correr tudo bem. Ai vai, vai. Nem que tenhamos que levar uma vacina por dia.

E se algo der para o torto, também não há problema. Temos o porco! Sim, o porco. Então não é que a ciência começou a transplantar órgãos desse animal em humanos?! Há dias foi um coração. De seguida foram 2 rins. Um dia destes vai ser um focinho. Ah não, esqueçam. Não me lembrava do Michael Jackson.

Pelo sim pelo não, já me abasteci…. Passei no talho e montei um banco de órgãos em casa. Já me sinto muito mais seguro. Ainda há dias a minha mulher esteve vai não vai para experimentar a técnica. Andava com palpitações! Sentia o coração aos saltos…. Fui logo colocar um a descongelar e afiar o bisturi. Deus me livre de ficar sem ela.

Não a troco por animal nenhum. Juro. Tanto é que, ainda que tenha tido conhecimento do regresso do gado bovino, mesmo passados 18 anos, à Avenida Sá Carneiro, eu deixei-me ficar. Podia ser o que fosse. Ladies night. Bar aberto. Não interessa. Não fui e ponto. Também já não tenho idade para isso. Mas sei de amigos que foram. O Joaquim Sousa, por exemplo, foi. Está bem que foi como representante do PAN, mas foi. Exigiu dignidade no tratamento. Reivindicou que as bichas circulassem pelo “próprio passo”. Que não fossem forçadas a nada, portanto. E eu concordo. Já no meu tempo me indignava quando isso acontecia. Às tantas tinha tiques de pan… E não sabia!

 

Sem saber estou eu, ainda hoje, mas é, em quem votar nas Legislativas. E cada vez mais aflito me sinto. É que devo ser só eu. Pelo menos a ver pela quantidade de gente que se inscreveu no “voto antecipado”. Até ao meio dia de quinta feira, já se tinham inscrito (ou alguém as tinha inscrito por si, uma vez que o portal permitia a inscrição fraudulenta de terceiros) mais de 260 mil pessoas. Pessoalmente queria apelar ao voto, mas era ao adiado. Sei lá. Que me deixassem votar lá para dia 31. Vá. Também o que é que custa? Mais um dia menos um dia… E assim sempre dava para evitar os infectados e pensar mais um pouco. É que não sei se faça um esforço e esqueça os serviços de consultoria à AIMinho do número 3 da lista do PSD ou se ajude na transladação do corpo do socialista Miguel Iglésias para o continente. Às tantas ainda voto é no ADN do Rebelo. Não é que ele precise de ajuda, mas assim tinha ainda mais uma desculpa para andar de rabinho no ar. Ou no MAS (há sempre um mas), que propõe uma semana só com 4 dias de trabalho.

Eu sei lá… Para terem noção do meu desespero, cheguei até a aceitar ajuda. Recorri a um votómetro. Respondi a 12 perguntas e atribui-lhes a importância que achava que me mereciam. Resultado? Iniciativa Liberal.

Ai! Que raiva. Chega?! Cada vez fico mais confuso.

Sabem que mais? Vou, mas é fechar os olhos e votar na fé. No fim benzo-me 3 vezes e vou depositar o boletim a pé-coxinho. Seja o que Deus quiser.

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará”. Vacinas então, nem se fala…