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Artigo de Opinião

Nutricionista

2/08/2021 08:00

Todos nós, quando temos filhos, os amamos, sem medida quantificável! Todos nós, fazemos o que melhor sabemos para serem adultos seguros, amáveis, felizes e saudáveis! Pelo menos é assim que gosto de pensar… que quem toma a iniciativa de ter um filho, sabe que precisa de tomar o seu tempo para cuidar e precisa de o colocar em primeiro lugar!

Mas a realidade é que não vivemos num mundo estanque. Todos os dias nos são apresentados diferentes desafios.

Uma das inquietações para alguns pais, é sem dúvida, a alimentação da criança. E, não falo de introdução alimentar em bebés e da seletividade alimentar que são os temas mais "badalados". Uma das maiores preocupações, é mesmo, em como fazer entender ao resto da família que o seu filho deve ter uma alimentação saudável.

Passam uma semana inteira a ter todo o cuidado, a oferecer opções saudáveis, fruta como sobremesa, alimentos não processados e água como bebida de eleição. E isso não significa que sejam proibitivos e que nunca oferecem um doce, uma pizza, ou seja, no fundo que tenham as exceções. Não estamos aqui a falar de pais obsessivos com a alimentação saudável!

O desafio, para estes pais, chega quando têm que deixar os filhos com os avós ou outros familiares, devido às obrigações do dia a dia! É o chocolate e a batata frita no café, um gelado para sobremesa e as bolachas com chocolate ou bolos para o lanche!

É um problema quando em casa de família, a alimentação é usada, como compensação emocional constante e atividade prazerosa. Os pais sentem-se como detetives porque têm que estar, constantemente, a perguntar o que os filhos comeram, porque até, muitas vezes, essa informação lhes é ocultada. São também considerados os maus da fita e os exagerados pois preocupam-se com alimentação dos seus filhos! Que antagonismo!!

E com isto tudo ainda se sentem maus pais, porque após tanto abuso alimentar, não conseguem ter o momento de exceção alimentar que podiam ter com os filhos ou então têm o momento de exceção com culpa!

Esta situação agudiza-se quando os pais estão separados e um tem consciência alimentar e o outro nenhuma! Em consultas, chegam pais esgotados com esta incompatibilidade, pois o trabalho de uma semana é deitado por água abaixo na outra! É verdade também, que alguns pais separados apenas tentam compensar a ausência e a saudade da criança com a comida.

É uma tarefa muito difícil, fazer entender que a criança para ser feliz não precisa de um doce ou rebuçado ou um brinquedo todos os dias. Uma criança apenas precisa do reforço positivo chamado Amor! Brincar com ela, estar com ela, ler um livro, ou seja, dar atenção e carinho! Esse é o prazer maior que a criança procura!

Um grande bem-haja aos pais que se preocupam com a alimentação dos seus filhos, que lidam com este problema todos os dias e têm a coragem de se impor! Não se sintam, nunca, culpados! Permitam-se também à exceção alimentar com os vossos filhos! Conversem sempre, abertamente e com calma, com os vossos familiares, acerca do assunto. Definam limites, mas sem exageros. Nunca desistam, pois, vocês são exemplo a seguir!

OPINIÃO EM DESTAQUE
Coordenadora do Centro de Estudos de Bioética – Pólo Madeira
11/04/2024 08:00

A finitude da vida é um tema que nos confronta com a essência da nossa existência, levando-nos a refletir sobre o significado e o propósito da nossa passagem...

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