MADEIRA Meteorologia

Artigo de Opinião

Em situações de crise de larga escala, a União Europeia deve estar pronta para prestar assistência às populações e às regiões afetadas, demonstrando o seu compromisso com a solidariedade e a cooperação. É desta forma que o UCPM desempenha um papel fundamental no contexto internacional e geopolítico.

Como negociadora principal do regulamento do UCPM no Parlamento Europeu, o objetivo passa por garantir que os Estados-Membros tenham acesso aos meios aéreos de combate a incêndios necessários durante situações de emergência, enquanto a frota permanente de combate a incêndios não estiver disponível, por meio do mecanismo rescEU.

A Madeira esteve este verão em aviso vermelho devido à subida de temperatura, o que significa um elevado risco de incêndio e a necessidade de mobilização de mais meios de vigilância. Felizmente, não ocorreram sinistralidades de larga escala, mas situações como estas, que provocam catástrofes e ameaças, são cada vez mais recorrentes, resultado das alterações climáticas.

Só nos últimos meses, notícias como estas encheram o nosso dia: Sete aeronaves, 100 camiões e 480 bombeiros da UE mobilizados contra incêndios na Grécia (julho). Mais de 400 incêndios ativos, no mês de junho, no Canadá (junho). Líbia foi atingida por graves inundações, que provocaram um cenário de grande destruição e muitas mortes (setembro).

A União Europeia, incluindo Portugal, respondeu prontamente, ativando o Mecanismo de Proteção Civil a esta e muitas outras ocorrências, através de meios humanos e aéreos, demonstrando total solidariedade dentro e fora da UE.

Porém, a Europa deve estar mais preparada para esses desafios emergentes, dada a sua recorrência. É crucial identificar os problemas, realizar avaliações de risco mais abrangentes, identificar áreas de maior vulnerabilidade e aprimorar a coordenação e a comunicação. Precisamos de mais recursos e financiamento, e é imperativo adaptar o quadro comunitário europeu, pois o financiamento atual é insuficiente. Investir na prevenção e preparação é fundamental, pois por cada euro investido nesses esforços economizamos dez vezes mais na capacidade de resposta.

Para além da aprovação, que se prevê por larga maioria a este relatório, já em outubro, haverá também uma reavaliação do UCPM ainda este ano. Importa abordar as causas subjacentes das alterações climáticas e da perda de biodiversidade para reduzir o risco de incêndios florestais. Além disso, devemos analisar as lições aprendidas durante a pandemia de COVID-19 e considerar o conflito armado na Ucrânia como parte de uma melhor preparação a futuras crises. Por uma União Europeia mais preparada e mais resiliente.

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