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Artigo de Opinião

31/05/2022 08:00

Certamente que é uma circunstância difícil de compreender, mais a mais que para esse valor estar perdido, implica que existiram apostadores, que se deram ao trabalho de preencher as apostas e registá-las, mas já não tiveram o mesmo empenho para verificar se teriam sido premiados.

Se isto faz pensar um pouco sobre natureza dos portugueses, o que dizer da "maravilha" que parece ser a apetência nacional para o jogo? Antes da pandemia (logo, sem efeitos desta no comportamento luso) os portugueses apostavam qualquer coisa como 14 milhões de euros por dia!

2. Uma fuga de informação, permitiu que viesse a público o nome de um dos potencias candidatos a Juiz do Tribunal Constitucional. Este será votado no dia de hoje e o secretismo em que normalmente estas escolhas acontecem foi furada, tendo o nome sido divulgado. Percebe-se porquê: o referido "candidato", é conhecido por uma polémica opinião, publicada em revista jurídica em 1984 onde defende que as mulheres violadas raramente engravidam, citando "investigações médicas" - na verdade, experiências em campos nazis. Contactado pelo DN de Lisboa, recusou esclarecer se ainda subscreve o texto em causa.

A muita insistência do jornal para que dissesse se mantinha a sua posição teve como resposta que "neste momento não estou para prestar declarações sobre o assunto".

O processo de escolha de parte dos membros do Tribunal Constitucional já é, em si mesmo, algo um pouco rocambolesco, pelo secretismo que envolve.

Polémicas como esta, só deram espaço a uma especulação sem contraditório, que deixa a todos mal e desacredita as instituições.

O que impede que em Portugal, estes lugares sejam alvo de escrutínio? A Constituição, já sabemos. Mas não merece ser revisto este processo em favor de uma transparência no escrutínio dos indicados?

3. O Presidente do Turismo de Portugal terá dito, numa reunião com agentes da região norte, que estes deveriam apostar na companhia aérea espanhola Ibéria como parceiro estratégico, em detrimento da TAP.

Não tenho dúvidas que terá de fazer um contorcionismo durante os próximos dias por causa desta opinião. Mas a mesma reflete um estado de espírito que se alastra a muito do país que se sente desacompanhado pela companhia pública de bandeira, pouco disponível para ser mais parceira de algumas regiões de turismo.

Se a Ibéria estiver disponível para esse reforço de ligações porque não o fazer? Só porque a TAP é portuguesa? E depois? De que serve ser portuguesa e pública, se não consegue compreender as necessidades do país?

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