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Artigo de Opinião

Deputado

8/06/2024 08:00

Num modelo de representação parlamentar, a eleição é sempre a maior honra que qualquer eleito pode vivenciar. A vida política, que se quer séria e honrada, comporta a responsabilidade da eleição e traz naturais desafios, particularmente quando os partidos obtêm expressão eleitoral para fazer a diferença.

Foi com imensa honra e gratidão que o JPP viu o seu trabalho político reconhecido e engrandecido, com a população da Madeira e do Porto Santo a dar-nos mais responsabilidade expressa na eleição de 9 deputados, garantindo-nos a maior representação de sempre em todos os concelhos da Região e uma confiança incomensurável traduzida em 23 mil votos.

O Povo foi novamente soberano, retirando confiança àqueles que, nas últimas décadas, fizeram mau uso das funções que lhes foram confiadas, insistindo num modelo esgotado que já não serve às populações e que culminou com a queda do Governo devido a graves suspeitas de corrupção - ainda em fase de processo nos Tribunais.

As eleições de Maio confirmaram o JPP como o partido que, ano após ano, tem sabido interpretar a voz de todos os que não se reveem neste modelo político caduco e de política do medo do PSD. Essas pessoas são aquelas que continuam a ver os seus rendimentos reduzidos, absorvidos por uma máquina fiscal prepotente e autoritária e com um apetite voraz, enquanto continuam a agonizar as famílias, com a falta de respostas na saúde, na habitação, no aumento crescente do custo de vida, na ausência de uma política fiscal que ajude as empresas familiares, na falta de soluções para a política dos transportes marítimos e aéreos cujos elevados custos condenam a população a viver prisioneira na sua própria terra.

Somos a voz daqueles que sabem o que é gerir um orçamento familiar que não chega ao fim do mês, vivendo envergonhados por integrarem a lista das pessoas em risco de pobreza, enquanto leem notícias de desvios de milhões para amigos e apaniguados.

Com mais de 61% do voto popular depositado na oposição, os Madeirenses e Porto-Santenses disseram, de forma inequívoca, que querem mudar. O JPP predispôs-se a dar voz a esse desiderato, de abrir a porta de saída a Miguel Albuquerque e a todos os seus correligionários.

Com estes 9 deputados, o JPP, numa atitude responsável e sentido institucional, fez tudo para liderar uma nova solução, com profunda gratidão, enorme compromisso e total liberdade.

A solução de compromisso assumida tinha objetivos muito concretos: servir as populações e não os interesses instalados, e pôr termo a 48 anos de vícios, compadrio e monopólios.

A proposta do JPP não vingou. Ficou claro que a responsabilidade por manter Miguel Albuquerque à frente dos destinos do Governo recai por inteiro no CDS, PAN e IL que não quiseram uma nova solução governativa e um novo programa para a Madeira.

Mas esta semana foi igualmente esclarecedora a “remodelação” de um Governo que não correspondeu nem ao que uns prenunciavam nem ao que outros reclamavam. Um Governo que reconduz todos os governantes sociais-democratas, mesmo aqueles que se encontram a braços com a Justiça por suspeitas de corrupção, e aqueles que, ainda há dias, apelidavam, em linguagem inqualificável, milhares de madeirenses de “anormais, incompetentes e canalhas”, convidando-os a saírem da sua terra. São estes os governantes que o Povo merece para dirigir os seus destinos? Claro que não!

Agora que CDS, IL e PAN não quiseram a solução governativa que apresentamos à população, seguimos em frente, sem medo. Não vamos ficar a carpir porque a população precisa de soluções urgentes para os seus problemas.

Perante um Governo decrépito, despesista e sem ambição, é no Parlamento que o JPP vai procurar dar resposta aos problemas prementes, como a preocupante falta de habitação, os baixos salários dos jovens e de toda a população ativa, as rendas altíssimas, a elevada taxa de pobreza, a pesadíssima carga fiscal, o custo de vida infernal, o agravamento das listas de espera na saúde, as pensões miseráveis dos idosos, o estrangulamento das pequenas e médias empresas, o ferry e os custos da operação portuária que agravam a vida dos Madeirenses e Porto-Santenses.

Nos 50 anos do 25 de Abril, este seria o momento ideal para reafirmarmos o compromisso com o regime democrático, garantindo uma postura de diálogo entre as forças moderadas que trouxesse uma verdadeira libertação do povo madeirense. Mas o que assistimos nas posições do PAN, IL, CDS e CHEGA, foi, de uns, um misto de apatia, desinteresse e fraqueza em querer mudar o que quer que seja. De outros, uma imensa sede para chegar ao poder, ao invés de dar poder à população. De ser servido ao invés de servir, e uma profunda indiferença para as medidas e prioridades que poderiam fazer a diferença na vida de todos... E não apenas de alguns!

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