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Artigo de Opinião

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28/02/2024 08:00

Recentemente, foi anunciado que a Universidade da Madeira está a preparar-se para ter o curso de Engenharia Biomédica e Engenharia Física. Como é obvio deixa-me extremamente feliz que exista um investimento em Engenharia Biomédica, mas também ser reconheça a importância de falar da Física Médica.

Incontestavelmente, é um curso que me diz muito, por ser aquele em que, em 2004, entrei na Faculdade Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, um curso que se havia iniciado em Portugal em 2001.

A Ordem dos Engenheiros recentemente começou a dar os primeiros passos na criação do colégio de Engenharia Biomédica, no qual definirá os atos desta engenharia, algo que é de aplaudir.

Assim, num país que está atrasado do ponto de vista de inovação e científico, a visão da UMa é acertada e a pensar no presente, mas também no futuro da Região, visão que deve ser a base do nosso desenvolvimento, integrando área científica e académica, conseguido realizar a simbiose cuidando responder e atrair estudantes de todo o Mundo, já que a Madeira possui um ecossistema único capaz de entregar empresas públicas, mas também privadas. Desta forma, destaca-se o SESARAM, EPERAM, não só com o Centro de Simulação Clínica, mas com áreas como a Eletromedicina, Robôs cirúrgicos, Inteligência Artificial aplicada à Medicina, Telemedicina e também algo virado para Física Médica: Radiologia, Neurorradiologia, Medicina Nuclear e a Radioterapia.

Dessa forma, dá-se as sinergias das entidades regionais: SESARAM, empresas privadas da área da tecnologia, Centro Internacional de Negócios da Madeira e com o grande contributo da UMa é fundamental para o desenvolvimento da engenharia biomédica da Madeira, já na atualidade. De notar que, se o curso abrir no próximo ano letivo, teremos os primeiros profissionais de engenharia biomédica formados pela UMa no início do Hospital Central e Universitário da Madeira.

A engenharia biomédica será fundamental para impulsionar a inovação nas tecnologias médicas, não só do seu desenvolvimento, mas também na sua melhor integração num Hospital que será de referência, não só em profissionais, mas também em tecnologias. Da minha experiência, de quando estive em Erasmus em Galway, uma pequena cidade irlandesa com cerca de 80 mil habitantes e verifiquei que tinha um curso de engenharia biomédica integrado na sua sociedade, o que o fazia com o curso de engenharia biomédica. Isso permitiu que tivesse adaptado às necessidades locais, logo as tecnologias adquiriam uma unicidade e existisse uma resposta às necessidades populacionais da região, logo adequados ao clima, geografia, caraterísticas demográficas, mas também respondendo às patologias.

Este é um curso que permitirá uma abordagem holística para os desafios de saúde específicos da nossa região, mas também fará com que exista um estímulo à investigação científica em colaboração com outros centros científicos no Mundo, mas respondendo às unicidades da nossa região. A nível económico poderá atrair empresas multinacionais da área biomédica a querer criar laboratórios e centros de investigação e inovação na Madeira atraídos pelo Centro Internacional de Negócios da Madeira.

Assim, só se pode aplaudir esta visão da UMa num curso que será fundamental para a instituição de ensino, mas também pelo impacto positivo que trará na nossa comunidade local.

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