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Ex-chefe do Exército pede "decisões e investimentos concretos" na Defesa

JM-Madeira

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Data de publicação
11 Abril 2023
18:44

O antigo chefe do Estado-Maior do Exército general José Pinto Ramalho pediu hoje "decisões e investimentos concretos" na Defesa, alertando que um desinvestimento no setor levará Portugal a tornar-se num "parceiro internacional irrelevante".

"Estamos assim convocados, do ponto de vista político e militar, para decisões e investimentos concretos na defesa militar nos seus três pilares fundamentais: recursos humanos, sistemas de armas e demais equipamentos e indispensáveis reservas de guerra", considerou o antigo chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) entre 2006 e 2011.

O general e presidente do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) falava num seminário organizado por este grupo, que reúne antigos chefes militares, intitulado "Os Desafios para a Segurança e Defesa Nacional", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Considerando necessária uma "sustentação financeira" da Lei de Programação Militar (LPM) e da Lei de Infraestruturas Militares (LIM), o general defendeu que só com investimento financeiro será possível "inverter a atual situação em que se encontram as Forças Armadas", começando por atingir os 2% do Produto Interno Bruto em Defesa - compromisso com a NATO que Portugal prevê cumprir até ao final de 2030.

"Não há duas opções: ou nos empenhamos decisivamente em eliminar insuficiências que afetam as Forças Armadas, designadamente, e em termos prioritários, no que toca a recursos humanos (…), mas também em obter os sistemas de armas que permitam cumprir com êxito as missões atribuídas, possibilitando o treino devido, o armamento e equipamento necessário e a respetiva sustentação logística e reservas de guerra", elencou.

Segundo o general Pinto Ramalho, "será o continuado desinvestimento, a progressiva astenia dos recursos humanos e materiais" que poderão tornar as Forças Armadas, "do ponto de vista operacional, cada vez menos capazes de cumprir as missões constitucionais de soberania, tornando o país um parceiro internacional irrelevante e dispensável no âmbito das alianças e organizações".

"Mas também, a nível interno, configura um investimento orçamental ruinoso, sem produto operacional credível, difícil de explicar e justificar aos cidadãos leitores e em particular aos militares", realçou.

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