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Sete detidos em Hong Kong em maior caso de branqueamento de capitais na região

Data de publicação
16 Fevereiro 2024
8:29

Hong Kong anunciou hoje a detenção de sete pessoas ligadas a um caso de branqueamento de capitais que envolveu cerca de 14 mil milhões de dólares de Hong Kong (1,7 mil milhões de euros).

Os sete residentes locais faziam parte de uma organização transnacional de grande dimensão, que utilizava empresas de fachada e contas bancárias para transferir somas avultadas do estrangeiro para a região chinesa, sob o pretexto de gerirem empresas de comércio internacional, disseram as autoridades aduaneiras.

Uma das contas chegou a receber 100 milhões de dólares de Hong Kong (11,87 milhões de euros) num único dia, referiram.

A responsável do gabinete de investigação financeira das alfândegas, Ip Tung-ching, disse que 2,9 mil milhões de dólares de Hong Kong (344 milhões de euros) do total eram suspeitos de estarem ligados a um caso de fraude que envolvia uma aplicação móvel na Índia. Não disse, porém, o nome da aplicação.

Alguns dos detidos, com idades entre os 23 e 74 anos, são residentes não chineses, observou Ip sem dar mais pormenores.

As autoridades disseram acreditar que o grupo recebia remessas da Índia em nome da exportação de dispositivos eletrónicos, diamantes, pedras preciosas e metais preciosos, continuou Ip, notando que as receitas eram depois transferidas para contas bancárias em Hong Kong para efeitos de branqueamento de capitais.

“Estes atos de branqueamento de capitais proporcionam uma proteção para os lucros ilegais dos criminosos”, afirmou.

As forças policiais de Hong Kong, da Índia e de outros países cooperaram na realização da operação, o que permitiu o êxito da mesma, referiu.

Já outro responsável Yu Yiu-wing disse que os agentes trocaram informações com as autoridades indianas e descobriram que parte do dinheiro provinha de duas empresas de joalharia. Estas, ainda de acordo com Nova Deli, estavam ligadas ao esquema.

Um residente de Hong Kong, de 34 anos, detido em finais de janeiro, é suspeito de ser o cabecilha da organização, declarou.

As autoridades confiscaram dispositivos eletrónicos, documentos e mais de oito mil quilates de pedras preciosas sintéticas suspeitas, aparentemente destinadas a serem exportadas para a Índia.

Este é o maior caso de branqueamento de capitais de sempre em Hong Kong.

O caso recorde anterior envolveu, em janeiro de 2023, cerca de seis mil milhões de dólares de Hong Kong (712 milhões de euros) e a detenção de nove pessoas.

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